Quase três dias após a suspeita de infarto, um idoso de 78 anos espera no Pronto-Socorro “Álvaro Azzuz” a liberação de uma vaga no Hospital do Coração de Franca.
O aposentado já sofreu três infartos. Assim como nos últimos sustos, o morador do Jardim Líbano sentiu falta de ar e dor no peito. Sua sobrinha o levou até o pronto-socorro, dando entrada por volta de 8h30 da última terça-feira, 22.
De acordo com Eduardo Luiz da Silva, 43, filho do paciente, o primeiro exame de seu pai deu negativo para o infarto. Posteriormente, um novo exame confirmou o ataque cardíaco. Ainda segundo o filho, o PS não tem estrutura suficiente para oferecer o tratamento adequado para o idoso.
Até o banho havia sido proibido pelo risco de o paciente passar mal e a unidade de Saúde não ter recursos para socorrê-lo. “Nem o banho nele querem deixar a gente dar (...) porque pode acontecer de ele passar mal de novo e não têm recursos para cuidar dele”. Depois de insistência da família, o aposentado finalmente recebeu um banho na manhã desta quinta-feira, 24.
O idoso foi medicado, mas sente um “abafamento” no peito, que piora, principalmente, quando fica nervoso. A família espera a liberação de uma vaga no Hospital do Coração para o idoso passar pelo médico e receber o atendimento necessário.
Nas últimas vezes, o idoso esperou cerca de 12 horas para ser transferido. O filho sente um sentimento de “impotência” por não conseguir resolver a situação. “Não tem o que fazer. A gente liga no Hospital do Coração e eles falam que estão esperando a vaga e a hora que sair vão transferir ele”.
Resposta da Prefeitura
A Prefeitura de Franca informou que o idoso de 78 anos está sendo assistido pelas equipes de saúde do “Álvaro Azzuz” e foi inserido no sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde).
Apesar do que diz o filho do idoso, a administração pública não trata como um caso confirmado de infarto. “Há suspeita diagnóstica de Infarto Agudo do Miocárdio. Ele deve permanecer em repouso absoluto, mas recebeu banho de leito e os cuidados necessários”, diz nota enviada.