10 de julho de 2026
INVESTIGAÇÃO

Policial que matou ex-mulher participa de reconstituição do crime

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Douglas da Silva Teixeira e Thabata Gonzales Silva

As polícias Civil e Científica (Instituto de Criminalística) realizaram na manhã desta terça-feira, 22, a reconstituição do crime que terminou com a morte de Thabata Gonzales Silva, 34, em novembro do ano passado. A mulher foi morta pelo seu ex-marido, o policial militar Douglas da Silva Teixeira, de 29 anos.

A reconstituição do crime aconteceu nos fundos da Unifran, local onde Teixeira teria matado a ex-mulher.

Toda ação foi seguida de perto pelo advogado de defesa do policial, Rafael Barbosa. A defesa se limitou a dizer que, por ora, aguarda a finalização dos laudos.

Após a reconstituição, o policial militar foi levado de volta para o Presídio Militar “Romão Gomes”, em São Paulo.

Em janeiro, a Justiça Estadual aceitou o pedido do Ministério Público e o policial militar vai responder por feminícidio, com os agravantes de motivo torpe e emprego de meio cruel, por não aceitar o fim do relacionamento e abandonar o corpo na chácara onde os pais dele moram.

O caso
Thabata foi morta na madrugada da quinta-feira, 18 de novembro, pelo seu ex-marido, o policial militar Douglas da Silva Teixeira, que não aceitou o fim do relacionamento de cerca de dois anos.

De acordo com amigos e familiares, as ameaças de Teixeira contra a ex-mulher eram constantes. Ele não aceitava o fim do relacionamento e chegou a agredi-la em algumas ocasiões.

Ainda segundo familiares, Thabata chegou a se despedir em um grupo de família momentos antes de ser pega pelo ex em sua casa, no Jardim Piratininga.

Ela foi morta com um tiro na cabeça. Teixeira levou o corpo da ex-mulher até a chácara do pai, que fica às margens da rodovia Tancredo Neves, onde deixou o carro com o cadáver dentro e, na sequência, fugiu em outro veículo.

Thabata trabalhava no escritório da família, que administra um frigorífico na cidade, e deixou dois filhos. O Ministério Público confirmou que a vítima não possuía medida protetiva.