Após uma foto da folha de respostas do concurso para os cargos de diretor de escolas municipais de Franca viralizar em grupos de WhatsApp e colocar em xeque a segurança da prova, a secretária de Recursos Humanos da prefeitura de Franca, Marina Mattos, descartou o cancelamento do concurso.
Por sua vez, a candidata envolvida, que é professora, disse que a postagem foi um ato ingênuo de sua parte. O caso está sendo apurado pela Prefeitura.
Em entrevista exclusiva ao programa A Hora é Essa da rádio Difusora, Marina disse que o vazamento da folha de respostas não comprometeu a segurança do concurso, mas que houve uma falha do fiscal de sala.
“O vazamento não compromete a lisura do concurso, houve uma falha do fiscal de sala em deixar ela com o celular ali (com a candidata), porque as orientações constam no edital e são repassados ao participante. Celulares são proibidos dentro do prédio da prova. A orientação é que eles lacrem. Então houve uma falha, e será apurado o procedimento adotado, especialmente em relação a essa candidata”, disse Marina.
De acordo com o artigo 62 do edital da Prefeitura, o uso de celulares ou qualquer aparelho eletrônico é proibido e poderá resultar na exclusão do candidato.
A secretária também falou que nenhum dos participantes foi prejudicado, já que acredita que a professora não utilizou o celular durante as questões.
“Não teremos nenhum tipo de prejuízo para os outros candidatos. Foi um fato isolado. No outro concurso da semana passada, foi um concurso muito maior e não tivemos nenhuma intercorrência. Foi uma infelicidade da candidata, de não seguir as regras”, contou a secretária.
Marina ainda disse que uma comissão decidirá a punição para a concorrente, mas que provavelmente o resultado seja a exclusão da candidata.
O exame foi aplicado na Faculdade de Direito de Franca. A prova deste domingo, 20, foi objetiva e os candidatos tiveram três horas para realizar a avaliação.
O que diz a candidata
A reportagem procurou a candidata, que se explicou sobre o acontecido. Segundo ela, quando chegou à faculdade para realizar a prova, recebeu um saquinho para lacrar o celular e a folha de resposta junto.
Neste momento. ela teria tirado uma foto e mandado à mãe pelo WhatsApp, para avisar que já estava no interior da sala de provas.
“Tirei a foto e guardei o celular, como pedido. Não tive intenção nenhuma de prejudicar ninguém. Tanto que a foto só foi postada no Instagram após o término da avaliação. Infelizmente, foi uma ação ingênua da minha parte”, disse a candidata.
A professora ainda disse que pensou que a postagem não fosse algo sério, mas reconhece que errou. “Eu pensei que não tivesse nada demais. Foi um ato errado da minha parte, eu reconheço. Não quero prejudicar ninguém, não precisa ter punição para os outros candidatos, tipo um cancelamento da prova. Foi um erro da minha parte”.
Ainda de acordo com a candidata, ela quer saber quem pegou a foto compartilhada em sua rede social, já que a rede é um perfil privado.
“Meu Instagram é bloqueado, quero saber quem pegou a foto. Foi fofoca de quem já tinha visto a publicação”, finalizou a professora.