Denúncias sobre o serviço de remoção da Prefeitura podem indicar um possível estelionato entre servidores municipais. De acordo com depoimentos, estaria sendo cobrado um valor que varia entre R$ 140 e R$ 150 pelo transporte de pacientes que necessitam de ambulância para altas ou atendimentos médicos.
O Serviço de Remoção de Pacientes encaminha os usuários a consultas, exames, tratamentos médicos e outros procedimentos em unidades, clínicas e hospitais que prestam serviços pelo SUS. Os atendimentos são prestados mediante agendamento prévio, mas de forma totalmente gratuita.
Ao programa Show da Manhã, do radialista Valdes Rodrigues, na rádio Difusora, dois ouvintes aproveitaram a participação da secretária de Saúde, Waléria Mascarenhas, para denunciar as supostas cobranças indevidas.
Antônio Murari afirmou que uma prima sua, que sofre com obesidade, pagou uma certa quantia para que uma ambulância a levasse para atendimento médico. “Minha prima está com uma ferida aberta na perna e precisou fazer um curativo. Ela não anda, é obesa e ligou para a ambulância. Teve que pagar R$ 150 para eles levarem e trazerem de volta. Isso é um absurdo, a Saúde está abandonada”.
A ouvinte Solange Finzetto também descreveu situação parecida. “Minha cunhada estava internada, teve alta, mas era noite. Meu irmão não tinha condição de levar no carro, então ele pediu para a ambulância levar ela até a casa dele. Falaram que não iam levar, que não tinha autorização para isso e que só levariam se ele pagasse”, falou Solange, que relatou que o valor era de R$ 140 para deslocar da Santa Casa até o bairro Santa Luzia.
Ainda durante o programa de rádio, a secretária afirmou que não tinha conhecimento sobre a situação e foi clara em dizer que não existe cobrança pelo serviço. “Ninguém tem que pagar nada para o servidor, porque ninguém tem que pagar nada para a Prefeitura”.
Segundo Waléria, há um combinado entre Prefeitura e Santa Casa para que as altas médicas sejam programadas até as 16 horas, para que durante o período noturno a demanda se concentre em serviços de emergência.
“Tem a alta, a Santa Casa comunica e nós organizamos o transporte. Seria muito importante a gente saber o nome (dos servidores que cobraram) porque não pode. Ninguém tem que pagar nada para motorista. O transporte da Prefeitura não tem custo”, falou.
As denúncias foram feitas na última sexta-feira, 18. Nesta segunda-feira, 21, a Prefeitura foi procurada para uma posição sobre os relatos dos ouvintes e se alguma investigação foi iniciada. Até o fechamento desta reportagem não houve resposta.
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