10 de julho de 2026
NOVO FÔLEGO

Escolinhas de futebol retomam ritmo após pandemia: 'foi muito duro'

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Alunos da escola Dente de Leite, no Jd. Primo Meneghetti, durante trabalho personal na última sexta-feira, 18

O sonho de muitos pequenos francanos é se tornar um grande jogador de futebol. Parte desse processo passa pelas escolinhas de futebol, que são responsáveis pela formação inicial no esporte. Mas, por quase um ano e meio, a pandemia paralisou as atividades e também a preparação dessas crianças em busca deste sonho.

A pausa forçada trouxe prejuízos financeiros e físicos a todos os envolvidos por conta dos frequentes ‘abre e fecha’. É o caso da escolinha Dente de Leite, localizada na rua Felicidade Lucena do Nascimento, no Jd. Primo Meneghetti. “Foi muito duro. Precisamos fechar, pois as atividades coletivas estavam proibidas. Com isso, nosso faturamento ficou paralisado, mas alguns pais tiveram consciência da situação delicada pela qual estávamos passando e pagaram normalmente a mensalidade”, contou o instrutor da escola, Pedro Silverio.

Situação parecida viveu a escolinha Associação Sabesp, que durante sete meses esteve sob uma grande incerteza e ‘sofrimento’, como relata o diretor Fabiano Pradela. “Com as retomadas graduais, sempre trabalhamos seguindo os decretos e os protocolos sanitários. As atividades eram suspensas de acordo com os decretos e jamais pensamos em encerrar a escola”.

Não só as escolinhas foram impactadas pela suspensão das atividades. As crianças, que em grande parte se acostumaram com a rotina dentro do campo, foram prejudicadas fisicamente e mentalmente. “As crianças ficaram muito tristes com essa paralisação, pois o futebol não é só o treinamento. Existem outros aspectos envolvidos, como a saúde, o entretenimento, laser, protagonismo, empatia e o principal que é a saúde mental e emocional que ficou muito abalada”, afirmou Pedro.

Outro ponto prejudicial proporcionado por essa pausa foi o sedentarismo ‘forçado’. Isso impactou diretamente até no retorno das crianças aos treinos. “Observamos que as crianças tiveram um prejuízo grande na questão física e mental. Retornaram, obviamente, com um forte cansaço à cada esforço no treino. Na questão mental, algumas crianças demonstram um maior grau de desatenção, uma vez que a pandemia limitou a integração social”, contou Fabiano.

Apesar de toda essa dificuldade, as últimas flexibilizações nas medidas governamentais permitiram uma retomada fixa das escolinhas. No Dente de Leite, crianças de 4 a 14 anos voltaram a praticar diariamente o esporte que amam, já até se preparando para uma competição nas próximas semanas. “Com a retomada das atividades os campeonatos estão se iniciando. Vamos até participar da Dream Cup, em Ribeirão Preto, que é um campeonato muito bom e com bastante visibilidade”, disse Pedro.

Além do trabalho com as crianças, a escolinha Dente de Leite também intensificou os trabalhos em um projeto personalizado. Nele, Pedro e outros instrutores da escola preparam atletas e não-atletas. “O projeto é uma iniciativa da equipe de professores e coordenação do Dente de Leite, para atender atletas e não atletas, que visam se exercitar em um ambiente saudável, acolhedor e que lhe proporcione um bem estar físico, mental e social”, contou o instrutor.