A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca assumiu as investigações do assassinato do auditor fiscal Adriano William de Oliveira, 52 anos, que devem ser concluídas nos próximos 10 dias. O autor do crime, o dentista Samir Moussa, 48, teve sua prisão preventiva decretada neste domingo, 13.
De acordo com a Polícia Civil, o próximo passo da investigação é descobrir se a arma utilizada no crime, uma pistola Glock, calibre 380, tinha registro.
Além de ouvir testemunhas e familiares, os laudos periciais ajudaram a concluir o inquérito que será encaminhado para a Justiça. O prazo para o término do inquérito é de 10 dias.
Samir Moussa foi encaminhado para a Penitenciária de Franca, onde aguardará os trâmites da justiça e de seus advogados.
O crime
O homicídio ocorreu na avenida Major Nicácio, centro da cidade, entre o bar Vila Madalena, onde até pouco tempo funcionava o Bar do Careta, e a igreja Nossa Senhora das Graças.
O dentista Samir Panice Moussa, 48 anos, que matou o auditor da Receita Federal de Franca Adriano Willian de Oliveira, 52, na noite deste sábado, 12, foi preso horas depois do crime pela Polícia com a ajuda de imagens gravadas por câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais próximos ao local do crime.
De posse das imagens, os policiais se dirigiram até a residência do autor dos disparos no bairro Santa Rita. Ele não estava num primeiro momento. Os policiais aguardaram um pouco, e logo Samir chegou em casa. Foi então abordado, e confessou o crime.
Questionado sobre a arma do crime, Samir disse que, após efetuar os disparos, se dirigiu até uma chácara localizada no condomínio Terra Brasil, no município de Cristais Paulista, a aproximadamente dois quilômetros da divisa de Franca, onde escondeu a pistola Glock, calibre 380. Colocou-a próximo ao pé de uma mangueira. A arma ficou em um galho da árvore em meio às folhas.
A arma foi apreendida, ainda com seis munições intactas, e o assassino recebeu voz de prisão. O acusado não ofereceu resistência, e foi encaminhado para a CPJ (Central de Polícia Judiciária) sem algemas.
O depoimento de Samir Moussa à Polícia Civil durou praticamente a madrugada toda, e ele foi acompanhado por dois advogados. Na delegacia, o dentista disse ter agido motivado por ciúmes da ex-mulher. O casal já estava divorciado havia cerca de um ano, e tem dois filhos.
O auditor da Receita Federal Adriano Willian de Oliveira já havia registrado um boletim de ocorrência na delegacia de Franca, em 23 de dezembro de 2021, alegando que estava sendo "perseguido" por Samir, que é ex-marido de Mere Cristina Matias, com quem estava namorando.
Samir preferiu falar pouco durante o depoimento. Alegou falta de discernimento em razão de medicamentos antidepressivos que vinha tomando.
Samir foi preso em flagrante e encaminhado a Penitenciária de Franca. O corpo do auditor foi velado em Franca e cremado em Ribeirão Preto, neste domingo, 13.