11 de julho de 2026
ACEITA PIX?

PIX ganha a preferência de oito entre dez francanos: “chegou para ficar”

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Pedro Baccelli/GCN
Ambulante Lucas Vitor de Almeida, no calçadão da praça Barão, no Centro

“Você aceita PIX?”. Esta é uma das perguntas mais ouvidas durante o pagamento de uma compra em Franca. Independentemente do comércio, a ferramenta “salvou” os vendedores na hora do troco e os compradores que não andam com dinheiro na carteira.

“De dez pessoas, oito são por PIX. O PIX chegou para ficar, sem ele quebra nós. Fica bem mais prático, e o dinheiro cai na conta na hora”, diz o ambulante Lucas Vitor de Almeida, de 26 anos.

Lucas sentiu que as vendas aumentaram em 30% desde que começou a utilizar a ferramenta há três meses. No calçadão da praça Barão, no Centro da cidade, o ambulante vende panos e cobertores que custam entre R$ 20 e R$ 120.

Se engana quem acha que Lucas é o único ambulante que utiliza a ferramenta. Aleff Pereira Felix, de 22 anos, calcula que 80% de suas vendas são pelo PIX. “Por volta de umas dez pessoas por dia”.

Aleff aponta a segurança como aliada nas transações pelas chaves. “A pessoa envia o PIX, já fala que está enviando, mostra o comprovante e é segurança para os dois lados”. O jovem vende camisetas e bermudas na faixa de R$ 30, também na praça Barão.

As facilidades são vistas não apenas pelos vendedores, mas pelos clientes também. “Com o PIX temos a vantagem de conseguir realizar transações bancárias em diferentes bancos e sem custo. É uma ótima ferramenta para transferência”, explica Elaine Cristina Fernandes, de 45 anos.

Até mesmo formas tradicionais de pagamento estão ficando para trás. “Devido à burocracia para efetuar pagamentos via cartão e troca de cheque, com o PIX temos a facilidade na palma da mão”.

Para Jean Carlos Soares, de 19 anos, além de todos os itens citados anteriormente, o PIX evita possíveis furtos para vendedores e compradores. “Não fica com muito dinheiro no bolso”. Sem contar o famoso troco. “Ajudou muito o ambulante sobre o troco. Todos estão usando aqui na praça”.

O morador do City Petrópolis, na zona Norte, vende pimentas e temperos. Grande parte dos clientes pagam com dinheiro ou PIX. “Hoje em dia é com o PIX e um pouco com o dinheiro também. Por volta de 5 a 10 pessoas, depende do movimento do dia”.

Em números
Não demorou muito para o PIX ganhar a confiança e a preferência da população. O lançamento aconteceu em novembro de 2020 pelo BCB (Banco Central do Brasil). Em seu primeiro mês de atividade, 95 milhões de chaves foram criadas.

Houve um crescimento de 330% em 14 meses, sendo 408.695.017 chaves abertas, segundo a última atualização do BCB. Destas, 100.999.607 chaves estão abertas com CPF. O número representa quase metade da população brasileira que está em 213 milhões, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A reportagem perguntou ao BCB sobre a quantidade de chaves PIX abertas em Franca. O banco informou que não tem essa informação por município, apenas nacionalmente.

Procon
Apesar das facilidades oferecidas, os usuários precisam tomar alguns cuidados. “O que temos observado é que alguns consumidores estão errando na hora de digitar a chave do beneficiário. Também existem alguns aproveitadores, na verdade, bandidos, que estão aproveitando desse tipo de ferramenta para ter vantagens”, diz o coordenador do Procon-SP em Franca, Luís Murari.

Caso as transações não sejam concluídas ou outros problemas aconteçam, Murari explica o processo que o consumidor precisar fazer. “Pode recorrer, inicialmente, ao próprio banco. Caso não tenha sucesso, pode ser o Procon. Caso persista o problema, pode entrar com uma ação no Judiciário tranquilamente”.

Ainda segundo Murari, algumas reclamações no Procon são comuns. “Temos notícias da demora da transação de não conseguir concluir em determinados momentos”.

O Procon de Franca recebe por volta de cinco reclamações por semana, sendo as mais comuns o erro na hora de colocar a chave PIX e demora na transação.