Na noite desta terça-feira, 8, Dia Internacional da Mulher, o grupo Resistência Feminista de Franca realizou uma vigília pelas mulheres vítimas de violência na cidade. O evento aconteceu em frente à Concha Acústica, no Centro, por volta das 19 horas.
Cerca de 40 pessoas se reuniram no local, ocasião em que contaram situações de violência contra mulheres de Franca, com a leitura de notícias de crimes que circularam na imprensa da cidade, por exemplo. Durante a vigília, os participantes acenderam velas em homenagens a essas vítimas de violência, além de compartilharem histórias de violência em suas próprias vidas.
Um dos crimes citados foi a morte de Thabata Gonzáles, morta com um tiro na cabeça por seu ex-marido no ano de 2021. No mesmo ano, outra situação de violência extrema citada foi a de uma estudante que foi estuprada dentro de sua própria casa nas proximidades da Unesp de Franca, região que tem sido considerada violenta por muitas mulheres que moram em bairros próximos.
Sofia Malveis, 20 anos, que faz parte da Resistência Feminista de Franca, destacou a importância de discutir a violência nesta data. “O Dia Internacional da Mulher é um dia que marca as lutas das mulheres por direitos, por inclusão e pelo fim da violência de gênero, sendo que a maioria das mulheres já passou por alguma instância de violência machista. Por isso é importante que essa data seja usada para escancarar o nível de agressão sofrido por todas nós”.
Além disso, Sofia conta que Franca tem sido palco de homicídios agravados por razões de gênero. “A região de Franca tem tido muitos casos de feminicídio recentemente, que foi o que motivou muitas pessoas a participarem da vigília”, explica Malveis.