10 de julho de 2026
CONFUSÃO

Varejão diz que mulher agredida tentou tirar máscara de cliente; vítima nega

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Mulher mostra hematoma no braço, após briga em supermercado

No último sábado, 5, uma mulher de 56 anos foi agredida dentro de um varejão na cidade por um cliente. A confusão aconteceu por conta da máscara de proteção contra a covid-19, que a francana Lelê Nakao se recusou a usar, afirmando ter problemas respiratórios. Ela foi golpeada com dois socos por um homem que também fazia compras no local.

Segundo a versão de Lelê, um “bate-boca” começou com uma cliente que estava no açougue e questionou a falta do item de proteção. No entanto, a discussão era apenas verbal, até que o marido da cliente a golpeou por trás e deferiu dois socos.

Já a versão do Varejão Irmãos Patrocínio afirma que a confusão teria acontecido antes mesmo da agressão. Ricardo Patrocínio, representante do estabelecimento, disse que vários funcionários orientaram que Lelê utilizasse a máscara e até ofereceram o item gratuitamente.

“A cliente (Lelê) muito alterada, muito fora de si, ofendeu demais os funcionários, não quis pôr a máscara. Foi para o açougue, ofendeu os açougueiros também. Uma cliente, vendo aquilo, falou que ela deveria usar a máscara e começou aquela confusão que desentendeu uma cliente com outra cliente”, disse Ricardo.

Sanaa Chahoud, advogada da empresa, relatou que pelas imagens – que não foram concedidas ao Portal GCN, Lelê tentou “arrancar” a máscara da cliente com quem estava discutindo. “Ela foi para cima da mulher, andou em direção a ela com o dedo apontado e aí tentou arrancar a máscara da mulher. O que o marido dessa mulher fez? Defendeu a mulher, não justifica, mas ele agiu em defesa da mulher dele”, disse a advogada.

Lelê, no entanto, negou que tivesse tentado tirar a máscara da cliente. “Ela não encostou em mim e eu não encostei nela. Eu fui agredida por um homem e ele jamais poderia ter feito o que ele fez comigo”.

Chahoud afirmou que funcionários do varejão tentaram separar a briga, ao contrário do que relatou a vítima, e que a empresa vai tomar as previdências jurídicas cabíveis contra ela.