No último sábado, 5, uma mulher de 56 anos foi agredida dentro de um varejão na cidade por um cliente. A confusão aconteceu por conta da máscara de proteção contra a covid-19, que a francana Lelê Nakao se recusou a usar, afirmando ter problemas respiratórios. Ela foi golpeada com dois socos por um homem que também fazia compras no local.
Segundo a versão de Lelê, um “bate-boca” começou com uma cliente que estava no açougue e questionou a falta do item de proteção. No entanto, a discussão era apenas verbal, até que o marido da cliente a golpeou por trás e deferiu dois socos.
Já a versão do Varejão Irmãos Patrocínio afirma que a confusão teria acontecido antes mesmo da agressão. Ricardo Patrocínio, representante do estabelecimento, disse que vários funcionários orientaram que Lelê utilizasse a máscara e até ofereceram o item gratuitamente.
“A cliente (Lelê) muito alterada, muito fora de si, ofendeu demais os funcionários, não quis pôr a máscara. Foi para o açougue, ofendeu os açougueiros também. Uma cliente, vendo aquilo, falou que ela deveria usar a máscara e começou aquela confusão que desentendeu uma cliente com outra cliente”, disse Ricardo.
Sanaa Chahoud, advogada da empresa, relatou que pelas imagens – que não foram concedidas ao Portal GCN, Lelê tentou “arrancar” a máscara da cliente com quem estava discutindo. “Ela foi para cima da mulher, andou em direção a ela com o dedo apontado e aí tentou arrancar a máscara da mulher. O que o marido dessa mulher fez? Defendeu a mulher, não justifica, mas ele agiu em defesa da mulher dele”, disse a advogada.
Lelê, no entanto, negou que tivesse tentado tirar a máscara da cliente. “Ela não encostou em mim e eu não encostei nela. Eu fui agredida por um homem e ele jamais poderia ter feito o que ele fez comigo”.
Chahoud afirmou que funcionários do varejão tentaram separar a briga, ao contrário do que relatou a vítima, e que a empresa vai tomar as previdências jurídicas cabíveis contra ela.