Era uma vez lindo príncipe inglês, primo da então jovem princesa Elizabeth, que viria a ser, anos mais tarde, a rainha da Inglaterra. Nascido em 1941, William era o primogênito amado do duque e da duquesa de Gloucester.
Criança, fez parte do séquito de pajens que fechou alas para a jovem noiva princesa, quando ela se casou em 1947, na Abadia de Westminster, com o príncipe Phillip no primeiro casamento real da história a ser transmitido pelo rádio e visto por mais de 200 milhões de pessoas no mundo todo.
É fácil reconhecer o pequeno príncipe naquelas fotos e filmagens, mesmo em preto e branco: seus olhos e loirice se destacam na multidão. Registros do evento mostram o garoto espigadinho, na época o quarto na lista de sucessão do trono inglês, segurando o longo véu da noiva.
William Gloucester, seu nome, sempre esteve muito próximo da família real e veio a ser, mais tarde, o melhor amigo e ídolo do príncipe Charles, seu primo, filho de Elizabeth e Phillip. Pouco mais velho que o primogênito da rainha, natural que se tornasse seu modelo de comportamento, companheiro de farra e alegria. Quase rebelde,
William se achava distante do trono e decidiu que não seguiria o estrito protocolo real. Nem que iria prestar serviço militar. Buscou, ao invés, aventuras aéreas, arriscou-se a levar vida normal, longe dos preocupados olhos de toda a família real. Nascido em 1941, morava na York House e foi educado em Eton, antes ir para Cambridge University. Mesmo crescido e bastante acostumado com holofotes, demonstrava almejar outro tipo de vida, longe do brilho, fulgor e notoriedade que sempre pairaram sobre a realeza. Embora neto do rei George V e sobrinho de outros dois reis – George VI e Edward VII, William era diferente dos demais príncipes, espécie de estrela esquecida da família real, o mais belo e excitante membro da realeza de sua geração, conhecido como o "James Bond" da monarquia inglesa: “jovem deslumbrante, com um grande futuro promissor, altamente inteligente, extremamente robusto, aventureiro e sexy”, diziam dele.
Alegre, bonitão, namorador, cresceu com este perfil e se tornou conhecido na mídia de então como príncipe William de Gloucester. Muitos dos relatos sobre sua vida, dizem que seria presa fácil das mulheres, assim como o Rei Edward, seu tio, que se viu envolvido com Wally Simpson, a ponto de abdicar do trono por ela. Em 1968 ele se mudou para o Japão, onde trabalharia no serviço diplomático e onde viveria intensa, profunda, atordoante e bonita história de amor com a belíssima modelo húngara Zsuzsi Starkloff. Ou, mais simplesmente, Jugi.
(Continua)