11 de julho de 2026
DRAMA MATERNO

Francana procura por filha adotada há 11 anos: 'Isso é uma tortura para mim'

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/ Arquivo pessoal
Stella Cristina procura pela filha de 12 anos: 'Vou lutar com unhas e dentes'

Há 11 anos, uma mãe vive sem nenhuma notícia de sua filha. A francana Stella Cristina Evaristo, de 27 anos, teve sua menina, de apenas 10 meses de vida, entregue à adoção contra a sua vontade, segundo afirma, e nunca mais a viu. A justificativa foi de que era usuária de drogas e que agredia a criança. Stella, no entanto, que tem a guarda de seus outros cinco filhos, nega tudo isso.

Stella tinha 14 anos quando engravidou da menina. Aos 15 anos, o bebê nasceu. A francana, que vivia em uma casa precária com seu ex-companheiro, solicitou ajuda e foi encaminhada a um antigo abrigo de Franca, localizado no Jardim dos Pinhais, junto com sua filha.

No dia 30 de dezembro de 2010, aos 10 meses de vida do bebê, a história começou a mudar. “O meu ex ia lá para visitar ela direto, e ele era usuário de droga. Eu não aceitava eles proibirem a visita dele. Foi aí que começou a dar problema...", conta ela. "Certo dia eu fui para o curso, e quando voltei, um sargento e outro policial estavam no abrigo e queriam porque queriam tirar minha filha de mim. Depois desse dia, nunca mais eu vi minha filha”.

Segundo ela, a criança foi tirada com a justificativa que a mãe também seria usuária de drogas. “Eu não era. Não é porque o pai da minha filha usava, que eu também ia usar”, diz Stella. Pouco tempo depois, ela foi colocada para fora do abrigo e passou a buscar um meio de encontrar a criança, até agora sem êxito.

“Fui ao Fórum, fiz acompanhamento no Creas (Centro de Referência Especializado da Assistência Social), sempre tive acompanhamento com todos. É uma coisa que eu fico por entender até hoje. Teve duas audiências. Eles perguntaram se eu abri a mão da guarda dela, e em momento nenhum eu abri mão, não assinei nenhum papel. Então, foi ao Ministério Público e à Justiça. Na época, acharam melhor optar por essa decisão de entregar para adoção”.

Stella conta que entrou em depressão e precisou ser internada. O principal motivo é por não ter notícias sobre a menina, que hoje tem 12 anos e que teve o nome alterado em cartório, segundo ela.

“Se eu fosse uma drogada e torturasse meus filhos, eu teria perdido todos os outros cinco, mas estão todos comigo", diz ela. "Minha casa tem tudo o que eles precisam, não é chique, mas tem. Eu quero sim procurar. Se eu achar ela, e ver que está tudo bem, que a família é boa e que me deixem conhecê-la, pelo menos, ela pode ficar lá. Mas se ela não estiver bem, vou lutar com unhas e dentes. Isso é uma tortura para mim”, falou.

A mãe biológica afirma que a família que adotou a criança trocou o nome da filha, e que vivem em Franca.