09 de julho de 2026
CONFLITO

Fiscal que agrediu ambulante no Centro é afastado das ruas

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais
Confusão em fiscalização termina com ambulante ferido no Centro de Franca

O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) anunciou na tarde desta segunda-feira, 14, que o fiscal da Vigilância Sanitária Carlos Roberto Muller Sanches, 60 anos, foi afastado das ruas após agressões a um ambulante no Centro de Franca, durante a manhã.

A confusão aconteceu quando fiscais da Prefeitura abordavam os ambulantes que atuam nas praças centrais da cidade. Quando eles chegaram à barraca de Amadeu Pereira Neto, que vende máscaras na praça Nossa Senhora da Conceição, houve resistência do ambulante.

Várias pessoas filmavam a ação dos fiscais. Nas imagens é possível ver o ambulante agredindo um dos fiscais que recolhia sua barraca com um guarda-sol. E foi contido por um guarda civil e um policial militar.

Uma sequência das filmagens mostra uma confusão. Um dos fiscais se armou com uma barra de ferro e atingiu o vendedor na cabeça, além de agredir uma segunda pessoa que protestava contra a fiscalização. Veja vídeo.

O episódio fez com que o prefeito gravasse um vídeo sobre as agressões. Nele, Alexandre repetiu a nota enviada pela prefeitura e afirmou que o servidor foi afastado até o termino das investigações da Polícia Civil e do departamento de Corregedoria do município.

“A gente não compactua com nenhum tipo de agressão de qualquer uma das partes. Tanto das pessoas que estão sendo fiscalizadas tanto de quem está fiscalizando. Afastamos o servidor envolvido até para poder averiguar o que aconteceu. Ele foi afastado das funções de fiscalizações. O respeito e o bom senso precisa sempre vir em primeiro lugar. Precisamos respeitar as leis, mas sempre com o diálogo necessário”, disse o prefeito.

Apesar de falar sobre o afastamento do servidor, a medida só é válida para ações nas ruas. O fiscal continua trabalhando normalmente internamente.

Amadeu procurou a Polícia Civil, onde um Boletim de Ocorrência foi registrado. Ele passará por exame de corpo delito e, na sequência, pelo médico.

A Vigilância também registrou um boletim, de desacato e resistência, contra o vendedor.