09 de julho de 2026
PERÍODO CHUVOSO

Chuvarada muda a rotina de francanos: 'estou secando as roupas dentro de casa'

Por Vinícius Nunes | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Dirceu Garcia/GCN
Manhã chuvosa no Centro de Franca nesta quarta-feira, 2

Com a chuvarada, que cai desde o início do ano, a maioria das pessoas altera a sua rotina. Muitos têm que se virar para ir ao trabalho todos os dias. Para alguns comerciantes, é preciso mudar os produtos vendidos nesse período. Enquanto isso, os motoristas de aplicativo têm um aumento de corridas, mas o interior de seus carros às vezes fica encharcado.

Solange Ferreira é faxineira e utiliza o transporte público para ir ao seu trabalho. Para ir até o terminal, ela primeiro precisa pegar um ônibus em seu bairro. No local onde espera pelo transporte, não há cobertura, então sofre um pouco com a chuva, dependendo apenas da proteção de seu guarda-chuva.

“Está um período mais chuvoso, mas não vamos contrariar a natureza, não. Às vezes a chuva me atrapalha porque onde eu pego ônibus não tem um abrigo, então fica complicado. Fazer o quê. não é mesmo?”, conta Solange.

Outra situação que chega a ser complicada é na hora de secar as roupas de casa, tendo que inovar, pendurando as peças de roupas de uma forma diferente. “Molha tudo e não tem onde secar. Tenho que secar tudo em casa. Tenho um varal de chão. Ele fica no quarto, na sala, na cozinha, só não dá para deixar fora de casa”, explica a faxineira.

Maisa Canutti, profissional de saúde, também passa por uma situação parecida na hora de usar o transporte público, mas mesmo assim prefere a chuva ao calor. “Pego ônibus quase todo dia para ir trabalhar. Estou dando uma molhada, mas prefiro a chuva do que aquele calorão, mesmo que a maioria dos locais de pegar ônibus não tenha cobertura".

Para alguns vendedores, a quantidade de pessoas circulando devido à chuva prejudica um pouco suas vendas diárias. “Na verdade está ruim com chuva ou sem chuva, mas assim é pior porque não está tendo ninguém na praça, ela está vazia. Assim fica difícil de trabalhar, não estou vendendo nada. Em cada situação eu vendo uma coisa, mas até mesmo guarda-chuva está complicado de vender porque é pouca gente circulando”, disse Carlos Henrique Jesus, 50, vendedor ambulante.

Enquanto isso, para alguns vendedores, a chuva não afeta muito suas vendas, ao oferecer produtos específicos para cada período do ano. “As vendas não caíram aqui, é mais questão de demanda de acordo com a época do ano. Varia muito, quando está sol e calor vendemos muitos biquínis. Quando chove, ainda mais agora que é período escolar, vendemos mais meias e guarda-chuvas”, explica Vanessa Ferreira, 21, atendente na loja Meias e Mais.

Por outro lado, para motoristas de aplicativo há mais corridas nos dias chuvosos. “Ultimamente não está muito bom para motoristas de aplicativo, mas com as chuvas deu uma melhorada. Aumentaram uns 30% nos números de corrida. Outra coisa que acontece nesse tempo é o pessoal entrar com guarda-chuva e deixar ele pingando no meu carpete. Não tem muito o que fazer não, e eu entendo”, explica Maximiller Alves, 29, corretor imobiliário que trabalha também como motorista de aplicativo.

Inácio Rodrigues Filho, de 48 anos, trabalha integralmente como motorista de aplicativo, e explica que as corridas aumentam, mas quando as chuvas estão fortes a situação é a contrária. “Quando está chovendo pouco, fica bom o movimento, mas quando está chovendo muito grosso ou forte, dá uma paralisada porque as pessoas ficam inibidas para sair de casa. Para nós, depois que fica uma chuva mais calma, as chuvas aumentam cerca de 30%”.