09 de julho de 2026
SAÚDE

Prefeito quer reduzir sistema de folga dos servidores da Saúde; proposta é rejeitada

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Funcionários do PS Municipal seriam atingidos pela proposta de Alexandre Ferreira

Os servidores municipais da área da saúde de Franca estão indignados com a proposta do prefeito Alexandre Ferreira (MDB). O prefeito quer revogar um acordo coletivo da classe firmado em 2020, pelo seu antecessor Gilson de Souza (DEM), que estipula uma carga horária dos trabalhadores do setor no sistema de 12/36, 12/36 e 12/84. Esse sistema funciona há décadas no município.

Na prática, Alexandre quer implantar um sistema simples de carga horária de 12/36, excluindo a parte de 12/84.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Franca, Luís Fernando Nascimento, a proposta de Alexandre é uma afronta aos trabalhadores que já vêm sendo sobrecarregados nesse período de pandemia, trabalhando nas áreas de urgência e emergência no Pronto Socorro ‘Álvaro Azzuz’, pronto Socorro Infantil ‘Magid Bachur Filho’ e nas UPAs.

“As equipes da saúde municipal que estão trabalhando em turno 24horas estão muito revoltadas. Nós fomos convocados pela secretaria de administração na quinta-feira (13). Estivemos lá e o município está propondo a revogação de um acordo assinado em 2020. Temos um acordo coletivo há décadas onde se cumpre as horas trabalhadas 12/36, 12/36 e 12/84”.

Fernando diz ainda: “Com isso a prefeitura está dando um chute na canela dos servidores que vêm enfrentando esse período de pandemia e realizando os atendimentos dentro das possibilidades. Em 2021, passamos um aperto com falta de IPIs e falta de medicamentos, com os servidores se mostrado estafados pela carga horária de trabalho. Aumentou-se a demanda no atendimento e a administração deveria contratar mais profissionais”.

O representante dos servidores acrescentou que os servidores estão esgotados, além do número grande de profissionais doentes, muitos com covid. “Eles (a prefeitura) estão implorando que os servidores façam horas extras. Há vários funcionários adoentados, com síndrome do pânico. Está muito difícil”.

Fernando finaliza dizendo que nesta quinta-feira,13, ocorreu uma assembleia e a proposta foi rejeitada. “Foi recusada a proposta do prefeito e negada a retirada desses direitos previstos no acordo coletivo assinado até dezembro de 2022. Não vamos perder nosso direito adquirido”.

Em grupos de WhatsApp vários profissionais falam até em uma paralisação para que a classe possa demostrar o descontentamento com a proposta, mas Fernando afirmou que essa possibilidade é remota. “Ainda estamos negociando. A proposta foi rejeitada pelos servidores, e vamos oficializar o prefeito sobre nossa decisão”.