Franca viveu um dia de caos na saúde pública nesta terça-feira, 4. Quem precisou ir até um hospital público ou particular encontrou uma gigantesca fila de espera para ser atendido. Pessoas se aglomeravam na sala de espera do Pronto-socorro Álvaro Azzuz e se sentavam na calçada em frente ao Hospital São Joaquim.
A situação no Álvaro Azzuz logo nas primeiras horas da manhã era crítica. Pessoas aguardavam há mais de quatro horas para serem atendidas. No momento que a reportagem chegou ao hospital, por volta das 11h, cerca de 170 pessoas esperavam por atendimento no saguão de espera.
O motorista Matheus Virgilio, de 35 anos, contou que chegou no pronto-socorro por volta das 7h e só passou por consulta às 11h. Apesar da demora, ele afirma que foi bem atendido pelos médicos e enfermeiros.
“Fiquei quatro horas esperando. Eles chamam as pessoas para passar por consulta, mas está muito lento. Muito mesmo. O atendimento foi bom, mas a espera foi longa e tem muita gente aglomerada. O espaço é pequeno para a quantidade de pessoas que esperam consultas”.
A corretora de imóveis Tánia Mara Abdo precisou ir até o hospital para levar o seu neto de 2 anos para fazer o teste de Covid. Ela reclama da falta de organização no hospital e reclama que os agentes de saúde não estão dando prioridade para crianças.
“Meu filho e minha nora estão com Influenza e por isso trouxe meu neto. O médico do PS infantil pediu o teste de Covid, mas chegando aqui (Álvaro Azzuz) a gente descobre que Franca não está preparada para a situação que estamos enfrentando. Não tem lugar para criança ficar. Eu fui informada pelos agentes de saúde que criança não é prioridade, que era para eu ficar na fila, expondo a criança. É revoltante. Como criança não é prioridade?”
No momento que a reportagem estava no hospital, uma mulher chegou a desmaiar. Segundo pessoas que estavam ao lado, ela aguardava há mais de quatro horas para ser atendida.
O problema não é registrado só em hospitais públicos. No Hospital São Joaquim, da Unimed, o problema era o mesmo. Internautas do Portal GCN mandaram fotos do local lotado logo nas primeiras horas desta terça-feira.
No horário do almoço, por volta das 12h, pacientes que aguardavam consultas e testes para Covid-19 sentavam-se na calçada em frente ao hospital.
Tanto no Álvaro Azzuz quanto no São Joaquim a queixa dos pacientes em sua maioria eram as mesmas: sintomas de gripe, resfriado, falta de ar, dor de garganta e dores no corpo.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da Prefeitura e da Unimed, mas até o término da matéria não obteve resposta. Tentou também contato com a administração dos hospitais, mas ninguém respondeu.