11 de julho de 2026
COVID-19

Estados não exigirão pedido médico para vacinar crianças, decidem secretários

Por Camila Mattoso | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min
Agência Brasil
O uso da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos foi autorizado pela Anvisa

Secretários estaduais de Saúde reagiram ao anúncio do governo de Jair Bolsonaro de que irá recomendar que crianças de 5 a 11 anos sejam vacinadas contra Covid-19, desde que mediante a apresentação de prescrição médica e consentimento dos pais.

Os gestores fizeram um cartão de Natal a crianças do Brasil para avisar que não vão exigir nenhum tipo de documento para vaciná-los.

Apesar da recomendação do governo federal, quem define como será a vacinação e quais regras devem ser aplicadas são estados e municípios.

O uso da Pfizer já foi autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a faixa etária.

Nos bastidores, alguns dos gestores estaduais afirmam que o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) atua apenas em função da base bolsonarista e só quer holofotes. As ações do ministro à frente da pasta têm sido duramente criticadas pelos secretários.

O presidente do conselho, Carlos Lula, chegou a dizer em entrevista à Folha de S.Paulo, em outubro, que Queiroga tinha perdido as condições de gerir o ministério.

A vacinação de crianças virou alvo de Jair Bolsonaro desde quando o tema começou a ser discutido.
A exigência de prescrição médica foi anunciada pelo ministro em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 23, à noite.

"A nossa recomendação é que essa vacina não seja aplicada de forma compulsória. Ou seja, depende da vontade dos pais. E essa vacina estará vinculada a prescrição médica, e a recomendação obedece a todas as orientações da Anvisa", disse Queiroga.

O assunto também deu início a uma crise e uma forte pressão de Bolsonaro sobre a Anvisa. O presidente chegou a dizer que iria divulgar o nome dos técnicos da agência que aprovaram o uso da vacina da Pfizer para crianças a partir de cinco anos.