O aumento do IPTU no próximo ano corresponde à correção da inflação, não havendo nenhum projeto para aumentar a alíquota do imposto. A declaração, em tom de esclarecimento, foi dada no início da noite desta quinta-feira, 9, pelo prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (MDB).
Em vídeo gravado, ele se posiciona face a críticas sobre o ônus gerado no orçamento familiar em 2022. O imposto custará 11,08% mais caro no bolso do proprietário ou inquilino, segundo decreto desta terça-feira, 7, assinado pelo prefeito e publicado no Diário Oficial do Município da quarta-feira, 8, feriado municipal.
O prefeito de Franca se diz contra “aumentar a alíquota, criar impostos e taxas em nossa cidade” pois o “povo está sofrido”. E garantiu que não irá implantar nenhuma taxa ou imposto novo de qualquer natureza no município. Sobre isso, disse que “vieram me propor”, sem mencionar nomes, a criação de taxa de lixo, contribuição de iluminação e taxa de combate a incêndio, mas “não teremos nada disso em Franca”.
Em relação ao aumento no IPTU para o próximo ano, Alexandre diz que não apresentou "nenhum projeto para aumentar a alíquota do IPTU, nenhum outro imposto”. Em seguida, Alexandre diz que ”toda vez que vou ao supermercado, eu sinto o quanto o preço das coisas está subindo. Isso é um dos efeitos da inflação. A inflação alta interfere em tudo o que consumimos, nas nossas casas e na sua, e também interfere no que é necessário para a prefeitura prestar atendimento a você como remédio, merenda escolar, os alimentos da cesta básica e material para fazer asfalto”.
“Infelizmente, combater a inflação não depende do prefeito”, prossegue Alexandre, que fez uma explicação didática sobre a forma de cálculo do IPTU. Segundo ele, a lei obriga os prefeitos, todos os anos, a corrigir a Unidade Fiscal do Município de Franca (UFMF) com base na inflação do ano anterior. “Não sou eu quem define o índice de inflação no Brasil”, defende-se.