10 de julho de 2026
SAÚDE

Taxa de mortalidade infantil em Franca sobe 46% em 12 meses

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/FreePik
Taxa de 2020 é a terceira pior dos últimos 10 anos em Franca

A taxa de mortalidade infantil em Franca em 2020 indicou 10,23 mortes para cada mil nascidos vivos – foram 45 óbitos e 4.399 registros de nascimentos. O índice representa um aumento de 46% em relação ao ano anterior. Em 2019, foram registradas 32 mortes e 4.585 nascimentos, o que corresponde a uma taxa de mortalidade infantil de 6,98. Os dados são da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). A taxa de mortalidade infantil considera os óbitos de crianças no primeiro ano de vida. Os dados de 2021 ainda não foram divulgados.

A taxa de mortalidade infantil de Franca em 2020 está acima da média do Estado de São Paulo, que ficou em 9,75. Além disso, é a terceira pior da última década, ficando atrás somente de 2018 e 2013. Em 2018, a taxa de mortalidade infantil foi de 10,53 (52 óbitos e 4.939 nascidos vivos); em 2013, taxa de 10,74 (50 óbitos e 4.654 nascidos vivos).

Entre os motivos da mortalidade infantil em Franca, a malformação congênita é o que liderou as causas de morte em 2020. Esta é uma anomalia que pode afetar quase todas as partes do corpo do bebê e ocorre durante a gestação, podendo ser identificada ainda durante a gravidez, no nascimento ou nos primeiros dias de vida.

No ano passado, 19 delas ocorreram durante o neonatal precoce, que é dentre zero e seis dias. Outras sete foram no período de neonatal tardio, entre o 7º e o 27º dia. As 19 restantes foram no pós-neonatal, entre o 28º e 364º dia de vida.

O médico da Vigilância Epidemiológica de Franca Homero Rosa relaciona a taxa de mortalidade infantil com os programas de assistência pré e pós-natal, além da assistência no parto e programas de prevenção, mas afirma que cada caso deve ser analisado individualmente para uma conclusão.

“Em relação de um ano para outro, com 13 casos a mais, deve ser analisado de maneira muito imparcial para ver se houve algum tipo de falha na assistência, além do que normalmente é oferecido na rotina. Em Franca, nós temos praticamente todos os anos taxas menores do que o Estado, e isso é reflexo das ações que são consolidadas constantemente”, diz Homero.

O médico também afirma que a pandemia pode ter tido uma influência negativa, devido às restrições impostas. “Muitas pessoas deixaram de ir nas UBSs, tomar vacina, fazer o pré-natal de forma correta e isso pode ter repercutido diretamente nesse aumento de mortes. Ainda assim, cada caso é um caso”.