11 de julho de 2026
'BASTA'

Grupo de 300 pessoas pede nas ruas o fim da violência contra mulheres

Por Vinícius Nunes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Vinícius Nunes/GCN
Manifestantes se reúnem na Praça Nossa Senhora da Conceição: união lança luz sobre um problema que persiste

Um grupo de mais de 300 pessoas se reuniu na manhã deste domingo, 5, na Praça Nossa Senhora da Conceição, em frente à Concha Acústica, no Centro de Franca, para participar da Caminhada pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas. No local, as líderes do movimento relembraram nomes de vítimas de feminicídio e condenaram a violência, especialmente contra mulheres.

A concentração começou às 9h. Às 10h, Eliane Sanches Querino, líder e uma das fundadoras do grupo Mulheres do Brasil, discursou na Concha Acústica. “Temos que nos unir e conscientizar o povo para participar e conseguir fazer políticas públicas que possam realmente resolver essa questão de violência. Não podemos admitir que essa grande quantidade de meninas e mulheres brasileiras sejam afetadas por essa violência”, disse.

Durante a concentração na Praça Nossa Senhora da Conceição, a professora Thais Araújo, que também é membro do grupo Mulheres do Brasil, disse que é hora e dar um basta. “Esse evento é grandioso, mostra que somos um grupo apartidário com parte política na causa, no problema a ser combatido. Viemos lutar e mostrar que chega, basta. Vamos 'meter a colher', sim. Uma mulher agredida são todas as mulheres agredidas”, afirmou.

A maioria dos participantes eram mulheres, mas alguns homens também participaram. João Henrique, 20, que trabalha no setor de marketing na Magalu, disse que a batalha pelo fim da violência deve ser um esforço combinado. “Os homens também precisam estar juntos e lutar contra todo esse ciclo. Esse problema é algo que polui nossa sociedade e deve ser combatido por todos”, explica João.

Após os discursos na praça, às 10h30 os manifestantes iniciaram uma caminhada. O grupo partiu da rua Monsenhor Rosa e terminou na avenida Presidente Vargas, próximo à escola estadual João Marciano de Almeida.

Durante a caminhada, os participantes do evento carregavam faixas com frases pelo fim da violência e também citavam nomes de vítimas de feminicídio entre 2020 e 2021. Foram lembrados os casos de Thabata Caroline Gonzales Silva, Janaína de Oliveira Carrijo, Maria Luci de Oliveria, Maria Lúcia de Jesus Oliveira e Jessica Carloni.