Após dizer ao GCN, no início da tarde desta segunda-feira, 29, que as barracas na Praça Dom Pedro II identificadas como irregulares pela Prefeitura de Franca teriam de ser retiradas do local até 5 de dezembro, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) mudou sua decisão.
Dizendo-se sensibilizado com o pedido feito pelos camelôs, ele autorizou que os comerciantes continuem com suas atividades na área pública, popularmente identificada como “Praça do Itaú”, até o último dia deste ano.
“Me sensibilizei muito com o pedido de 13 vendedores do mercado popular urbano que não conseguiram se regularizar, mesmo com todas as possibilidades dos últimos quatro meses, que demos a eles. Dos 116, apenas 13 não conseguiram se encaixar nas regras previstas na legislação existente”, disse o prefeito, citando que 2021 foi um ano muito sofrido para todos por conta da pandemia da Covid-19.
A decisão de Alexandre atende ao pedido feito por camelôs como Elaine Pereira, que sob o sol do meio-dia, ao lado de alguns de seus companheiros de trabalho, aguardavam o prefeito em frente à sede da Prefeitura para clamar pela prorrogação do prazo, nesta segunda. “É nosso sustento, sabemos que temos que sair, mas esta época de fim de ano é quando mais vendemos. Nós precisamos ficar”, disse.
Ela é uma entre os 13 comerciantes citados pelo prefeito, que, desde setembro, quando a Prefeitura realizou um censo e constatou as irregularidades, têm tentado lutar pela regularização e manter o trabalho.
Das 106 barraquinhas instaladas na Praça Dom Pedro II, 31 foram identificadas como irregulares pela Prefeitura. Com a imposição, alguns desses desistiram do trabalho no Mercado Popular Urbano. Sobraram 13, que, desde setembro, quando a Prefeitura realizou um censo e constatou as irregularidades, têm tentado se regularizar e manter o trabalho que, no caso de alguns, foi dedicada toda uma vida.