10 de julho de 2026
ASSASSINATO

PM que matou ex-mulher fica calado na DIG, antes de ser levado para presídio em SP

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Kaique Castro/GCN
Entre dois policiais, Douglas Teixeira esconde o rosto com as mãos, ao deixar a DIG

O policial militar Douglas da Silva Teixeira, 29, que matou a ex-mulher Thábata Gonzales, 34, permaneceu calado, após se apresentar na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), no Centro de Franca, nesta sexta-feira, 19.

“Ele se apresentou e neste primeiro momento, simplesmente, se calou. Não quer dar nenhum tipo de informação”, disse o delegado Márcio Murari, titular da delegacia especializada.

Segundo Murari, o advogado do PM, Rafael Barbosa, informou que a arma utilizada por Douglas para matar Thábata foi jogada em um rio da região.

Após se apresentar na DIG, o acusado passou por exame de corpo de delito na própria delegacia, de onde foi encaminhado para o presídio da Polícia Militar “Romão Gomes”, na Capital.

“Nós havíamos informado que a prisão dele já havia sido pedida e recebemos a comunicação de que foi decretada.” Sentado entre dois policiais militares, no banco traseiro de uma viatura da corporação, Douglas foi levado da DIG por volta das 19 horas desta sexta.

A prisão temporária é de 30 dias e pode ser prorrogada por mais 30 dias, “dependendo da pertinência da investigação policial”, como disse Murari.

Familiares e amigos de Thábata foram até a frente da delegacia clamar por Justiça. Eles também protestavam contra Douglas, aos gritos de “assassino”.

“Nós instauramos um inquérito policial e agora vamos tomar vários depoimentos. Daqui a 15 dias, precisaremos que a Polícia Militar o apresente aqui na sede da DIG para a gente fazer o interrogatório”, informou o delegado.

A mensagem enviada pelo celular de Thábata à sua mãe também será alvo de investigação. A família acredita que o próprio assassino tenha a escrito. “Estamos em poder dessa mensagem. Inclusive, estamos em poder do telefone celular da vítima, que passará por uma perícia técnica, e nós vamos ter informações importantes”, disse Murari.

Segundo o delegado, com os depoimentos de familiares, será possível determinar o histórico da relação e “o que de fato vinha acontecendo, que culminou na morte dela”.

Por fim, Murari disse que aguarda o laudo pericial. “A partir de então, nós teremos toda a dinâmica do crime.”

‘Cabisbaixo’

De acordo com policiais que tiveram contato com Douglas, ele permaneceu o tempo todo calado e cabisbaixo. O advogado do PM disse à reportagem que também iria permanecer em silêncio, porque não tinha lido os autos do inquérito.