Na manhã desta sexta-feira, 19, a Polícia Civil apresentou o pedido de prisão temporária do policial militar Douglas Teixeira, que matou a tiros sua ex-mulher, Thábata Gonzáles, de 34 anos, na madrugada desta quinta-feira, 18, em Franca. Um mês antes de ser morta, a vítima registrou um Boletim de Ocorrência e chegou a gravar um vídeo para mostrar as agressões que teria sofrido do policial. Depois, Thábata procurou a DDM (Delegacia da Defesa da Mulher) para retirar as acusações.
Segundo a família da analista financeira, o vídeo foi gravado no mesmo dia das agressões. Naquele dia, Thábata procurou a Polícia Civil e registrou o BO, em que disse que o casal havia ido a uma confraternização e, ao chegarem em casa, Douglas quis manter relações sexuais com ela. Quando ela se negou, o policial militar começou a ficar agressivo, a ameaçou de morte com a arma e começou a agredi-la, apertando seu pescoço.
Thábata quase perdeu o sentido e, ainda de acordo com o registrado no boletim, "momento em que disse que preferia ser morta com a arma. Douglas disse que não teria coragem". O policial teria parado as agressões e, pela manhã, Thábata teria deixado a residência.
Quase um mês depois das agressões, o policial militar matou com um tiro a ex-companheira.
Prisão temporária
De acordo com amigos do PM, na noite de quarta-feira, 17, ele estava na academia e Thábata apareceu. O casal chegou a conversar e foi embora juntos.
Por volta das 5h20 da manhã, Thábata mandou uma mensagem para a mãe pedindo para que ela cuidasse das crianças.
A Polícia Civil afirmou que a arma utilizada pelo policial não era a da corporação e sim uma de uso pessoal.
Thábata trabalhava no escritório da família, que administra um frigorífico na cidade, e deixa dois filhos. O Ministério Publico confirmou que a vítima não possuía medida protetiva.
Thábata será sepultada na tarde desta sexta-feira, 19, no velório Santo Agostinho. O acusado de matar a ex-companheira, com quem viveu por cerca de dois anos, segue foragido.