10 de julho de 2026
PANDEMIA

Franca tem menor nº de casos em 16 meses, mas mortes voltam a crescer

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
81,53% da população francana iniciou o ciclo vacinal, com 281.704 primeiras doses aplicadas

Franca registrou 673 casos positivos de covid-19 em outubro e terminou o mês com o menor número de diagnósticos positivos desde junho do ano passado, quando 246 casos foram confirmados.

Os dados de outubro são até o dia 29, última sexta-feira. Números dos dias 30 e 31 devem ser contabilizados no boletim desta quarta-feira, 3 de novembro.

A queda nas confirmações da doença em relação a setembro foi de 67%, naquele mês foram 2.062 diagnósticos.



Em 17 de outubro, a Prefeitura suprimiu 256 casos do boletim. A justificativa é que se tratavam de moradores de outras cidades que fizeram o teste em Franca. Mesmo assim, essa quantidade não é suficiente para explicar a queda, que se acentuou no mês em que 80% da população já estava com pelo menos a primeira dose da vacina.

De acordo com o site VacinaJá, do Governo do Estado de São Paulo, até esta terça-feira, 2, 81,53% da população francana iniciou o ciclo vacinal, com 281.704 primeiras doses aplicadas. Já 226.936 moradores da cidade tomaram a segunda dose e outros 8.452 receberam a vacina de dose única.

A terceira dose, de reforço, foi aplicada em 18.210 francanos.

Franca ainda precisa aplicar a segunda dose em 54.768 pessoas. A quantidade de moradores com o esquema vacinal completo é de 235.388 francanos, ou 68,1% da população.

Apesar do avanço na vacinação e a queda nos casos, as mortes cresceram no mês passado, indo de 35 em setembro para 39 em outubro. Os dados apontam que Franca está na contramão do Estado e do País, que registram queda nos óbitos por covid-19.



A quantidade de vítima está praticamente estável desde agosto, quando 40 mortes foram registradas. Em julho, foram 69. Há três meses, a variação é pequena, indo de 40 a 35 e de 35 a 39.

Em entrevista ao GCN, na semana passada, o médico da Vigilância Epidemiológica, Homero Rosa, disse que as mortes em Franca se concentram em idosos e pessoas com comorbidades severas.

“É comum que idosos ou pessoas mais suscetíveis não tenham uma produção de anticorpos tão boa quanto um jovem ou adulto tem”, explicou.