Um dos crimes que mais chocaram a cidade de Franca nos últimos anos está prestes a ir a julgamento. Depois de mais de quatro anos, o caminhoneiro Donizete Luís Pádua, que tentou matar a ex-namorada, Juliana Proença Ferreira, no estacionamento do Tonin Superatacado (na Vila São Vicente), em abril de 2017, vai a júri popular. Na data do crime, ao atirar contra a ex, Donizete também atingiu uma cliente do supermercado, que também ficou ferida.
O julgamento acontece a partir das 9 horas desta quinta-feira, 28, no Fórum de Franca.
Donizete, hoje com 56 anos, foi denunciado pela Promotoria do Ministério Público por tentativa de homicídio/feminícido, por utilização de meio cruel e de recurso que dificultou a reação da vítima. Na denúncia, o promotor do caso, Odilon Nery Comodaro, destacou a forma como o caminhoneiro agiu.
“A vítima nem mesmo pôde esboçar reação de defesa, uma vez que foi inesperadamente atingida por disparo efetuado pelo denunciado em um local de grande movimentação”, escreveu Odilon. “Com isso, o denunciado assumiu deliberadamente o risco de atingir outras pessoas, como a vítima Angélica Garcia, tendo agido mediante dolo eventual (quando o indiciado prevê o resultado de um crime, não quer o ocorrido, mas assume o risco de matar)”.
O caso aconteceu no dia dia 25 de abril, quando o caminhoneiro marcou um encontro com a ex-namorada, com quem manteve um relacionamento por 20 anos, no estacionamento do hipermercado e, ali, resolveu matá-la. Ele disparou 6 vezes contra ela, sendo que um disparo atingiu uma cliente que estava pelo local (a empresária Angélica Custódio Garcia). Depois, ainda atropelou a ex-namorada e fugiu.
De acordo com um socorrista que atendeu a ocorrência, a mulher fraturou a perna esquerda ao ser atropelada. As balas, disparadas de uma arma de pequeno calibre, ficaram alojadas na região da coluna cervical e na cabeça de Juliana.
Toda a ação foi registrada pelas câmeras de segurança do supermercado Tonin.
Depois do crime, Donizete ficou escondido na casa de conhecidos em Passos (MG). Ele só se apresentou na delegacia após 20 dias.
Apesar do registro das câmeras de segurança, na data de sua prisão, o caminhoneiro apresentou outra versão. Negou que teria marcado de encontrar com a ex e disse que o encontro teria partido dela. Ele também disse que a vítima estava acompanhada de um homem que alegou ser seu marido. Donizete também disse que essa terceira pessoa teria tentado agredi-lo, bem como Juliana, o que teria feito com que ele efetuasse os disparos.
Ainda hoje mais informações sobre esse caso.