A fusão dos partidos PSL, o partido que elegeu o presidente Jair Bolsonaro, e o DEM colocou João Rocha, ex-candidato a prefeito de Franca e o ex-prefeito Gilson de Souza em um mesmo partido, o recém criado União Brasil. Mas parece que as arestas serão difíceis de serem aparadas e a nova legenda deverá ficar pequena para os dois rivais políticos.
João Rocha, líder do PSL em Franca e região, disse que não abre mão de sua posição dentro do partido e descarta qualquer parceria com Gilson de Souza, ex-prefeito de Franca. “É claro que forças de dentro do PSL, forças de dentro do DEM vão lutar por supremacia nas áreas de Estado e regiões. Essa necessidade de alguns ter um grande partido para participar das eleições não vai obrigar o João Rocha a andar com parceiros que ele não queira andar. Aliás eu sempre fiz isso na minha vida. Inclusive já existe uma conversa em São Paulo que as coisas serão decididas nos Estados. Os estados que tiverem governador (ligado a algum dos grupos) é natural que ele assuma o comando do partido. Pelo que nos foi garantido, é que o pessoal do PSL vai comandar São Paulo. O João Rocha não abre mão de nada”, sentenciou.
João Rocha, que ficou em terceiro lugar nas eleições para prefeito de Franca na eleição passada, disse que não conversou em nenhum momento com Gilson de Souza ainda. “Não falei com Gilson, não conversamos. Podemos conversar sim, sobre uma união do PSL/DEM. Isso é uma situação. Eu não vou ser parceiro do Gilson em nenhuma candidatura. Eu acho que pra ele também não é confortável. Nós já estivemos em várias situações como adversário”, disse em entrevista ao programa “A Hora é Essa”, da rádio Difusora, nesta sexta-feira, 8.
Gilson de Souza foi procurado para comentar o assunto, mas não retornou até a publicação desta matéria.
Vereadores
A fusão entre PSL e DEM também impactou dois vereadores da Câmara Municipal de Franca, Lurdinha Granzotte (PSL) e Marcelo Tidy (DEM).
Lurdinha disse que ainda vai buscar mais informações sobre a criação do partido União Brasil para tomar qualquer decisão. “Estou levantando o máximo de informações possíveis para tomar a decisão que achar mais certeira”, disse ela.
Tidy revelou que está descontente com o DEM, por não ter recebido nenhum comunicado do partido sobre a fusão. Ele garantiu que não vai ficar no União Brasil. “Eu não fico no novo partido que foi criado. Essa decisão eu já tomei. Já iniciei conversas com os partidos PROS e Republicanos”.