Ainda que o projeto para a construção de um novo hospital-geral do Grupo Santa Casa tenha sido lançado nessa terça-feira, 5, a instituição tenta buscar recursos para a execução. Segundo o administrador hospitalar, Thiago Silva, a obra tem um custo estimado de R$ 300 milhões no total, mas que pode ser dividido em fases ao longo dos anos.
Atualmente, o grupo conta com 299 leitos de alta complexidade. A proposta, com o novo hospital, é aumentar o número para 400. “Com a proposta de aumentar 101 leitos, nós estaríamos preparados para, pelo menos, 20 anos de atendimento”, disse Thiago.
Além do investimento com a estrutura, a Santa Casa estima um valor de R$ 12 milhões para o custeio mensal. Segundo Thiago, a instituição busca recursos em três frentes: grandes empresários que possam fazer esse aporte, repasses governamentais e emendas parlamentares.
“Óbvio que sozinho o hospital não vai fazer esse investimento, até por conta de um TAC que não nos deixa aumentar os valores de custeio, mas vamos fazer uma série de ações baseadas nesses três grupos. Também não é um planejamento para agora, é para os próximos 10 anos. Então, não precisa fazer tudo de uma vez. Podemos mudar, inicialmente, o 1º andar, depois o 2º andar e assim ir tocando.”
Com a efetivação do projeto, uma das ideias é, por exemplo, transformar a Santa Casa do Centro em uma grande maternidade para atender Franca e região e centralizar o restante dos casos dentro de um único complexo, que é o dos hospitais do Coração e do Câncer.
Aumento no repasse à Santa Casa
Em visita a Franca nessa terça-feira, o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) anunciou um aumento de cerca de R$ 5 milhões nos repasses anuais à Santa Casa. Ainda assim, a instituição trabalha com um déficit – agora, com o aumento no repasse, de R$ 800 mil ao mês.
“A Santa Casa de Franca possui um convênio com o SUS e esse contrato tem um teto máximo, então, esse repasse vem para complementar recursos da tabela do SUS”, disse Thiago. O chamado extrateto é usado quando os atendimentos extrapolam a quantidade já pactuada com o SUS (Sistema Único de Saúde).
“Tem uma quantidade máxima de consultas ou atendimentos que o hospital está comprometido a fazer. Tudo que passa acima, exames, quimioterapia, radioterapia ou o que gera depois, também tem um combinado máximo a ser feito. Praticamente tudo que a gente faz está acima do contrato e é por isso que ficamos em déficit”, explicou.