11 de julho de 2026
SAUDADE

Morre aos 82 anos a professora Mariinha, uma 'apaixonada por Franca'

Por Vinícius Nunes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo de família
A professora Mariinha: energia contagiante e paixão pela família, por Franca e pelo Palmeiras

Maria das Dores Lima, a “Mariinha”, morreu na manhã desta sexta-feira, 1, aos 82 anos em decorrência de uma parada cardíaca, no Hospital do Coração de Franca. A aposentada começou a passar mal em sua casa, foi levada para o hospital por um de seus filhos mas não resistiu. Segundo a família, Mariinha não apresentava problemas cardíacos. Ela deixa três filhos: Clésio, Marcus Vinícius e Aires.

Mariinha teve muitas paixões durante sua vida, a maior delas a educação. Antes de se aposentar, atuou como professora em diversas escolas de Franca, terminando sua carreira na Escola Estadual "Homero Alves".

Além do magistério, a polivalente Mariinha tinha formação em pedagogia, administração e direito. Gostava também de fotografar, fazer crochê, pintar, tecer, desenhar e até de fazer manutenção em computadores. Muitas dessas habillidades desenvolveu nos últimos anos. Não se cansava de estudar e gostava de ensinar tanto quanto gostava de aprender.

“Era muito animada para aprender e simpática, vivia com aquele sorriso no rosto e tratava todo mundo muito bem. Vivia me chamando de 'menino'. Tinha uma paixão enorme por Franca. Quando começamos com a ideia de fotografar a cidade, ela até mesmo comprou uma máquina e começou a fazer um curso de fotografia para enaltecer a imagem de Franca”, disse Marcelo Fradim, amigo de Mariinha há mais de 20 anos e um dos fundadores da comunidade "Apaixonados por Franca", muito ativo nas redes sociais. Ele conta que Maria fazia parte do grupo e sempre foi uma participante engajada.

Outra grande paixão de Mariinha era o seu amado time Palmeiras. “Se eu não contar da loucura dela pelo time ela nunca me perdoará”, brinca Clésio Coelho, um dos seus filhos. “Chegava ao ponto de ver os jogos até a meia noite e xingava se necessário. Tinha a língua afiada para falar dos (jogadores) que ela chamava de perna de pau. Quando nascemos (Clésio e seus irmãos), ela colocou um uniforme completo do Palmeiras em cada um de nós”, disse o filho, que resgata com bom humor e carinho as muitas histórias de sua mãe.

Até mesmo o carro da aposentada carregava um pouco de seu amor pelo time de futebol. Pendurado no retrovisor interno, um grande periquito (mascote da equipe) a acompanhava sempre que dirigia. Clésio diz que a mãe adorava dirigir e que recentemente havia renovado sua habilitação. “Sempre que podia trocava de carro por um mais tecnológico, adorava tecnologia. Já sonhava em pegar um elétrico”, recorda.

Maria morava sozinha no bairro Santa Rita, O delegado Radaeli era vizinho de Mariinha, a conheceu a partir das participações no grupo "Apaixonados Por Franca" e guarda boas memórias. “Era fantástica, uma pessoa com quem aprendi muito. Ela vivia em prol de outras pessoas e sempre buscava aprender, mesmo com a idade que tinha. Era muito proativa!”.

Mariinha será velada neste sábado, 2, no Velório São Vicente das 9h às 13h. O enterro acontecerá no Cemitério da Saudade, às 13h.