10 de julho de 2026
DILIGÊNCIAS

ANS vai até sedes do Grupo São Francisco e Hapvida após denúncias de prescrição obrigatória do 'kit covid'

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Grupo São Francisco
Hospital São Francisco em Ribeirão Preto

Nessa segunda-feira, 27, três colaboradores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estiveram na sede do Grupo São Francisco, em Ribeirão Preto. A operadora de planos de saúde Hapvida, dona do São Francisco, também foi alvo de diligências por conta de denúncias onde médicos acusam as redes de impedir autonomia e obrigá-los a prescrever o “kit covid”.

Três membros da Diretoria de Fiscalização da ANS estiveram na unidade de Ribeirão Preto para solicitar informações que precisam ser apresentadas dentro de um prazo de cinco dias úteis. De acordo com o Grupo São Francisco, “a companhia vai apresentar os dados solicitados e está certa de que as dúvidas serão plenamente esclarecidas”.

O Hospital Regional de Franca também faz parte do São Francisco e Hapvida. Mas não há informações de que as denúncias de que médicos foram obrigados a prescrever o “kit covid” - que não tem eficácia comprovada no tratamento contra o vírus -, se aplicam à unidade.

Polêmicas com o Hapvida
Segundo a agência de notícias Folhapress, recentemente, a Hapvida teria orientado médicos a não receitarem exames RT-PCR para pacientes com suspeita de covid. A reportagem teria tido acesso às mensagens de gestores da empresa que pediriam preferência ao exame do tipo sorológico (de sangue), mesmo que o PCR seja o mais indicado e confiável.

Um dos médicos, que atua em uma unidade do grupo em Fortaleza, afirmou à reportagem da Folhapress que a orientação é que o exame PCR só seja solicitado se o paciente exigir ou ameaçar fazer uma reclamação formal contra a rede.

Além da orientação, que influencia na autonomia do próprio médico, o Hapvida Saúde já esteve envolvido em outras polêmicas. Também apurado pela Folhapress, em maio de 202, a operadora demitiu um médico e ameaçou fazer o mesmo com outros profissionais que não prescrevessem hidroxicloroquina no tratamento de pessoas com covid ou suspeita da doença.