09 de julho de 2026
AOS 5 ANOS

Morte da pequena Maria Eduarda completa 4 meses e Regional segue calado

Por Pedro Baccelli e Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo Familiar
Maria Eduarda Domingues, de 5 anos: Regional ainda analisa os fatos

Há quatro meses, os pais Sirlene Domingues e Maykon Edimilson Silva perderam a pequena Maria Eduarda Domingues Silva, aos 5 anos. No dia 23 de maio, após ficar 12 dias internada se recuperando de uma apendicite, a menina não resistiu no Hospital Regional/São Francisco.

Desde a última terça-feira, 21, quando a reportagem sobre a história da pequena foi publicada pelo portal GCN, Hospital Regional ainda não se posicionou sobre o fato. Inicialmente, a promessa era de dar um retorno no fim da tarde do mesmo dia, o que não aconteceu.

Para a família, a morte da menina aconteceu por erros médicos, já que a médica cirurgiã que operou Maria Eduarda, segundo os pais, estaria com problemas nos óculos durante a operação.

A assessoria de comunicação do hospital justificou a demora na resposta pela "complexidade do caso", na última quarta-feira, 22. Segundo eles, por se tratar de um óbito que aconteceu há quatro meses e, também, devido à quantidade de acusações, o Regional ainda analisa os fatos.

Desde a morte da pequena, os pais Sirlene e Maykon buscam uma resposta e uma oportunidade de confrontar a médica cirurgiã que realizou o procedimento.

Nesta triste data para família Silva, Sirlene publicou uma mensagem no status do WhatsApp. Confira a mensagem completa:

“Oi, minha anjinha. Hoje está fazendo 4 meses que você foi morar com o Papai do Céu. Quanta saudade de te abraçar e beijar você. A dor de perder você é muito grande. Difícil de entender tudo que aconteceu. Parece que estou vivendo um pesadelo e vou acordar, e você vai estar aqui preenchendo esse vazio enorme que ficou sem suas risadas, suas brincadeiras, seu carinho comigo e sua tagarelice. Você dizendo eu te amo. Você perguntando o que tem de almoço e falando que quando crescer queria cozinhar coisas gostosas iguais a mamãe. Deus me responda, quem agora vai querer ser igual a mim? Me dê forças meu Deus para continuar minha caminhada até o dia de nos reencontrarmos e aí nunca mais vamos nos separar. Um breve tchau, mamãe te ama muito”.