09 de julho de 2026
MAIS CARA

Mesmo com aumento na conta de luz, consumidores seguem sem apoio e cortes continuam

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
O aumento representa 49,63% em relação à bandeira vermelha patamar 2

Foi anunciado nessa terça-feira, 31, um novo patamar de bandeira tarifária nas contas de luz para todo o país. A “bandeira tarifária de escassez hídrica” entrou em vigor nesta quarta-feira, 1º, com o adicional de R$ 14,20 nas faturas para cada 100 kW/h consumidos. A CPFL confirmou que não terá medidas de apoio aos consumidores e que os cortes continuarão a acontecer.

O aumento representa 49,63% em relação à bandeira vermelha patamar 2, que era a mais alta do sistema e que estava em vigor nos últimos meses. A previsão é que a nova bandeira permaneça até o dia 30 de abril de 2022 e vai impactar cerca de 6,78% na tarifa média da conta de luz da população.

O consultor de relacionamentos da CPFL, Alexandre Alonso, orientou que as pessoas em débito com a companhia a procurarem opções de parcelamento para um acordo. “A empresa dá essa disponibilidade, porém, se tiver dívidas em aberto há mais de dois meses, realmente ocorre o corte”, disse.

Alonso ressaltou que existe uma opção de descontos para pessoas de baixa renda. Para ser enquadrado nesta categoria, o cliente precisa ter ganhos mensais per capita de, no máximo, meio salário mínimo e estar cadastrado em programas sociais do tipo Bolsa Família.

A notícia de que mais uma conta vai ficar mais cara deixou a população ainda mais agoniada. Aline Lima está desempregada e está com um débito de mais de R$ 1,3 mil com a energia elétrica. “Nem acredito que vai aumentar, ainda mais agora. Estou desempregada e já tentei trabalho na cidade inteira, mas não consigo. Tenho três filhos para criar e a minha energia já está atrasada”, disse.

Reginaldo Rodrigues também reclama dos altos preços e agora presta mais atenção no que pode economizar. “Estamos em uma época muito difícil onde tudo está caro. Essa nova tarifa de energia veio para atrapalhar ainda mais e não tem o que fazer, a não ser economizar. Até o mais básico, como tirar aparelho da tomada já virou regra em casa.”

A aposentada Linda Maria da Silva ressaltou que nem com a economia a fatura ficou mais barata. “Eu sempre desligo tudo enquanto não uso. Até roupa lavo na mão. Só uma a máquina para roupas muito pesadas, mas mesmo assim, faz uns três meses que minha conta está vindo o mesmo valor. Assim fica muito complicado.”