Saibam que minha luta
Está enraizada nas lutas dos meus avós
E também saibam que minha luta
Não é só minha
É luta de todos nós
Ontem lutaram comigo nos quilombos
Índios e brancos pobres irmãos explorados também
Meu quilombo de hoje
Não é diferente dos quilombos do passado
Nas lutas contra injustiça
Nas lutas contra discriminação
Ninguém pode ser
Injustiçado Discriminado
Quem ame realmente a liberdade
Quem realmente seja irmão
Quem tenha realmente amor no peito
Me dê a mão
Junte se à minha voz
Que meu quilombo de hoje amigos
É igual aos quilombos do passado
É quilombo de todos os oprimidos
É quilombo de todos os explorados
É quilombo aonde todos são bem vindos
É quilombo de todos nós
Do livro “Não Pararei de Gritar Poemas Reunidos”