O delegado Márcio Murari, responsável pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, solicitou nesta semana ao DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) de São Paulo, uma simulação de como estaria o adolescente Wesley Alves, 14, desaparecido há quase um ano.
De acordo com o delegado que está à frente do caso, o pedido do retrato envelhecido é uma diligência para encontrar novas pistas do paradeiro do adolescente que saiu de casa no dia 28 de agosto de 2020 e não voltou mais.
“O principal motivo desse pedido é saber como o Wesley estaria um ano depois de seu desaparecimento. Porque a imagem que todos têm são as do dia do acontecido. Agora, encaminharemos fotos dele e de seus pais para fazer a simulação. O Wesley ainda era uma criança, um adolescente e pessoas dessa faixa etária sofrem muitas modificações no rosto, no corpo, no cabelo. Então daqui uns dias teremos uma nova imagem de como estaria o Wesley”, disse o delegado.
Com o retrato envelhecido, Murari acredita que informações que pessoas tenham visto o adolescente, como a última em Araçatuba, parem de acontecer.
“Fizemos o contato com a Polícia Civil de Araçatuba e confirmamos que o garoto que viram lá não era o Wesley. As pessoas assimilam a imagem dele com as fotos antigas. Esperamos que com essa simulação a investigação avance a possamos encontrar novas pistas do paradeiro dele”, finalizou o delegado.
Apesar das investigações não avançarem em relação ao paradeiro do garoto, Murari afirmou que diligências foram feitas na cidade após algumas denúncias, mas nenhuma levou a novidade no caso.