O ex-assessor do Ministério da Saúde Airton Soligo, o "Airton Cascavel', afirmou que atuou na pasta, loteada por militares, para fazer uma articulação política com parlamentares, Estados e municípios. Com histórico na vida pública, tendo sido prefeito, deputado estadual e deputado federal, o ex-assessor afirmou que os integrantes das Forças Armadas não tinham "traquejo político" nas relações do governo.
"Tenho o maior orgulho do nosso Exército e das Forças Armadas Brasileiras, mas não têm o traquejo político do trato. E acho que, talvez, foi aí que precisavam dessa relação com o Congresso", disse Soligo em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid (CPI). "Eu fazia a grande articulação entre a ponta e ação do ministério, mas as decisões sempre são técnicas e objetivas por um corpo técnico do ministério."
Soligo ocupou o cargo de junho do ano passado a março de 2021, mas admitiu que atuou como um "colaborador eventual" antes mesmo de ser nomeado. Ele é apontado como o "ministro de fato" durante a gestão de Eduardo Pazuello. Aos senadores, porém, o ex-assessor declarou que "nunca houve um processo de terceirização de competência".