Mais de 18 mil quilômetros separam a cidade paulista de São Joaquim da Barra da capital japonesa Tóquio. Distância percorrida por Alison dos Santos, de 21 anos, que participa da classificatória dos 400 metros com barreiras nos Jogos Olímpicos.
O joaquinense foi ouro nos jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, em 2019, e prata no mundial de revezamento 4x400 misto Chorzów, na Polônia, em 2021. Alison inicia sua caminhada em Tóquio às 23h25 desta quinta-feira, 29.
Dos 55 atletas brasileiros - 34 homens e 21 mulheres - que iniciam a disputa do Atletismo na noite de hoje, o nome mais cotado para brilhar é Alison dos Santos. Alguns meses atrás ele seria considerado uma aposta menor em relação a outros nomes mais famosos, como Darlan Romani (arremesso de peso), o revezamento 4x100m ou Thiago Braz, campeão olímpico do salto com vara. Mas a ascensão do jovem de 21 anos o colocou como principal esperança de medalha do País na modalidade.
"Eu quero fazer história, assim como outros atletas já estão fazendo. Fui o primeiro brasileiro a correr a prova abaixo dos 48 segundos e quero continuar a quebrar recordes. Fico muito feliz de estar entre os três atletas mais bem colocados do ranking mundial e ter nível técnico para correr junto com eles", disse Alison.
Ele se refere aos seus dois principais adversários nos 400m com barreiras, Karsten Warholm, da Noruega, e Rai Benjamin, dos Estados Unidos. O primeiro é favorito ao ouro e, antes da Olimpíada quebrou o recorde mundial da prova, ao percorrer a distância em 46s70. Já Benjamin marcou 46s83 na seletiva americana, em junho.
Só que Alison vem em ótimo momento nesta temporada e quebrou o recorde sul-americano da prova em quatro oportunidades. A mais recente foi no início de julho, na etapa de Estocolmo da Diamond League, quando marcou 47s34. E por ser uma disputa com obstáculos, um erro ou queda pode mudar a história da disputa.
"Acredito que possivelmente será uma das provas mais fortes do atletismo na Olimpíada. Eu estou muito feliz por fazer parte disso e ver tudo isso crescer, ajudar a prova a crescer cada vez mais", afirmou o brasileiro, que tem uma enorme admiração por Warholm e espera um dia superar as marcas do adversário.