07 de julho de 2026

Nice Castro

Por Sociedade dividida | Especial para o GCN
| Tempo de leitura: 2 min

As duas últimas décadas foram marcadas por um tsunami de avanços. Mas, ao mesmo tempo, essa grande onda trouxe com ela incertezas e conflitos que marcaram o início do século XXI. Em “A era da intolerância”(Matrix Editora) o jornalista, cientista social e escritor Thales Guaracy põe em perspectiva esse período que vai desde o atentado às Torres Gêmeas, em Nova York, até a pandemia do coronavírus.

Guaracy usa como fio condutor acontecimentos econômicos, políticos e sociais, marcados pela revolução tecnológica, para construir sua narrativa. E pontua que a mesma liberdade que trouxe a democracia para o mundo no pós-guerra fria, resultou em avanços na economia e no comportamento, também impulsionou o desemprego em massa e a exclusão social. Paradoxalmente, a tecnologia ajudou a expandir fenômenos supostamente arcaicos, como o fundamentalismo religioso, o radicalismo político, a xenofobia e as rivalidades nacionais, que se imaginava, senão extintas, menos importantes no final do século XX. "Ao mesmo tempo em que gera riquezas, o meio digital é o ambiente ideal para fomentar conflitos e intolerância", diz Thales Guaracy.

O livro traz 16 capítulos, que percorrem essas duas últimas décadas de maneira profunda e didática. Trata-se de uma obra fundamental para quem deseja entender como a sociedade chegou a esse momento tão dividida e com valores que chegam a comprometer a democracia. Além de se aprofundar nos fatos, o autor aponta soluções e desenha uma vida melhor que poderá vir somente pelo caminho da liberdade.

Thales Guaracy é jornalista, cientista social e escritor. Formado pela Universidade de São Paulo, prêmio Esso de Jornalismo Político, foi editor de veículos como Veja, Exame, Forbes, VIP, Playboy e o Estado de São Paulo. Como diretor editorial da Editora Saraiva, criou o selo Benvirá e o Prêmio Benvirá, pelos quais lançou novos autores, premiados e de grande sucesso comercial. Como autor, publicou livros de ficção e não ficção, entre eles “A conquista do Brasil (1500-1600)”, “A criação do Brasil (1600-1700)”, “O sonho brasileiro”, “Filhos da terra”, “Anita” e “Amor e tempestade.”