Depois de pelo menos seis meses com pacientes internados no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, todas as pessoas que precisaram de internação por covid estão em ambiente hospitalar. Na última quinta-feira, 24, a unidade zerou a fila de espera para UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas ainda restavam seis regulações para enfermaria. Menos de uma semana depois, já não havia solicitações para nenhum tipo de vaga.
Foi nesta quarta-feira, 30, que os últimos pacientes que esperavam por uma vaga foram transferidos para um hospital. A Prefeitura de Franca começou a divulgação do número de pessoas aguardando por um leito no dia 3 de maio, quando 22 delas já aguardavam na unidade. De acordo com o diretor do pronto-socorro, Rafael Talarico, o tempo de espera foi ainda maior.
“Na minha gestão não teve esse dia. Sempre teve um paciente pelo menos, nem que fosse na observação”, disse Talarico, que assumiu a direção técnica do “Álvaro Azzuz”, em janeiro deste ano.
Durante a crise mais aguda da pandemia na cidade, em maio, pelo menos 20 pessoas morreram no PS à espera de vagas nas Alas Covid dos hospitais públicos de Franca e região.
Apesar do alívio no PS, os hospitais SUS de Franca continuam lotados. De acordo com boletim divulgado pela Santa Casa na tarde desta quarta, há apenas um dos 59 leitos de UTI Adulto disponível e todos os 27 leitos de enfermaria estão ocupados. Na região, a taxa de ocupação de UTI é de 73% e de enfermaria, 39,7%.