10 de julho de 2026
RESPOSTA

Prefeito acusa 'uso político' do projeto das passagens 'para prejudicar os mais pobres'

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/Redes Sociais
Para que esse auxílio fosse possível, a Prefeitura pretendia investir mais de R$ 1,3 milhão para adquirir cerca de 350 mil passes de ônibus para a população de baixa renda

O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) retirou o projeto de lei que permitia um auxílio para usuários do transporte coletivo em Franca por tempo determinado, através da compra antecipada das passagens da Empresa São José pela Prefeitura. O projeto seria votado na sessão da Câmara de Vereadores nesta terça-feira, 22, mas Alexandre disse que houve uma distorção sobre o que de fato se tratava o auxílio. Acusou adversários de fazerem uso político do polêmico projeto, interpretado pela maioria como um auxílio à empresa.

De acordo com o prefeito, o projeto tinha o objetivo de amparar as pessoas mais afetadas economicamente durante a pandemia. “Foi pensando nestas pessoas, que estão sofrendo duramente os efeitos da pandemia, que propusemos o auxílio transporte emergencial, por um tempo específico. A intenção era oferecer passes de ônibus para que as pessoas mais pobres pudessem ir ao médico, retirar seus benefícios sociais, participar de um curso de geração de renda, por exemplo, ou ir atrás de um emprego”, disse.

Para que esse auxílio fosse possível, a Prefeitura pretendia investir mais de R$ 1,3 milhão para adquirir cerca de 350 mil passes de ônibus para a população de baixa renda. Alexandre disse que, além da distorção do projeto, houve muita exploração política em cima do assunto. “Alguns políticos, se leram o projeto, utilizaram daquilo para prejudicar as pessoas mais carentes.”

Na Câmara, a maioria dos vereadores foram contrários ao auxílio. “A gente propõe uma coisa e às vezes as pessoas não aceitam. Eu quis ajudar as pessoas que mais precisam e que não têm dinheiro para transporte. Os vereadores entenderam que não deveria ser feito. Está tudo certo, é a democracia, temos que respeitar”, afirmou o prefeito.