10 de julho de 2026
LOCKDOWN

Após 5 horas escondidas, 23 pessoas deixam academia e Vigilância lacra estabelecimento

Por Higor Goulart e N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
N. Fradique/GCN
Mulher esconde o rosto para deixar academia

Após a Vigilância Sanitária fazer vigia, por cerca de cinco horas, em frente à Academia Adrenalina, as 23 pessoas que se escondiam no local começaram a sair do imóvel. Todos foram fichados e deverão ser autuados, assim como o estabelecimento que, além da autuação, foi interditado. A ação dos fiscais sanitários, com apoio da Guarda Municipal e Polícia Militar, se encerrou por volta das 21 horas desta quarta-feira, 2.

“Recebemos a denúncia e, quando a primeira equipe chegou, aconteceu de dois indivíduos se retirarem e os proprietários fecharem a porta do estabelecimento. Nossa decisão foi: nós estaríamos aqui enquanto estivesse o público interno, porque nós estamos em uma fase em que não podemos deixar passar nenhum tipo de irregularidade”, explicou a chefe da Vigilância Sanitária, Mariela Toscano.

Foram cinco horas de espera, até chegar o advogado da academia e pedir para que as pessoas saíssem. “Fizemos troca de turno entre os fiscais, troca de turno da Polícia, troca de turno da Guarda, mas nós não abandonamos o local”, frisou Mariela.

Segundo ela, os frequentadores da academia compreenderam a ação da Vigilância. “Saíram todos individualmente. Todos passaram por uma análise com o fiscal sanitário, com a Polícia e a Guarda ao lado.”

O auto de infração foi lavrado com a penalidade de interdição. A academia tem agora um prazo de 10 dias para apresentar recurso e, depois, outras penalidades, como a multa, podem ser aplicadas.

A decisão de reabertura da academia é da Vigilância Sanitária. “Infelizmente, a gente tem que pensar na possibilidade de desobediência, que é o que tem acontecido em outros estabelecimentos”, ressaltou Mariela.

Flagrante ao lado
Enquanto a ação na academia acontecia, a Vigilância foi comunicada pela Guarda Civil da existência de uma denúncia de que, ao lado, uma empresa de call center estaria em plena atividade, com cerca de seis funcionários no seu interior.

Os fiscais confirmaram a denúncia e, inclusive, encontraram trabalhadores escondidos no banheiro. A empresa também foi autuada e interditada.

“A gente precisa é de uma conscientização, de um bom senso e de uma compreensão. Nós entendemos o impacto econômico, nós entendemos o impacto social, mas aqui nossa preocupação é sanitária. A gente precisa controlar esta pandemia, porque não queremos estar assim em 2022”, concluiu a chefe da Vigilância.