10 de julho de 2026
INSATISFAÇÃO

Supermercados reclamam de divergências nas decisões da Justiça

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Francanos formam filas em loja do Savegnago, na avenida João da Silva, nesta terça-feira

Com a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desta terça-feira, 1º, que permitiu a rede de supermercados Savegnago abrir as portas durante o período de lockdown em Franca, outros supermercados mostraram indignação com a divergência em decisões tomadas pela Justiça. A decisão é exclusiva para a rede, já que supermercados só podem trabalhar em formato delivery neste período de medidas mais restritivas na cidade.

No Rafa’s Super Varejão, o diretor de marketing, João Victor Patrocinio, classificou a decisão do TJ-SP como uma falta de responsabilidade social. “Ficamos totalmente descontentes com a abertura indevida da rede, uma falta de responsabilidade social com a população e com as empresas francanas. Esperamos que a Prefeitura tome providências sobre o caso e que todos possam trabalhar com igualdade.”

No Supermercado Gomes, quando o cliente solicita o pedido de delivery através do WhatsApp do estabelecimento, uma mensagem de paralisação do serviço é recebida. “Após decisão judicial que concedeu ao Savegnago a possibilidade de realizar atendimentos presenciais, nós paramos de receber pedidos, a fim de alcançar a mesma possibilidade.”

A mensagem ainda fazia referência à reunião foi com a Prefeitura de Franca, que aconteceu nesta terça-feira, 1º.

A Apas (Associação Paulista de Supermercados), também recorreu ao TJ para abertura dos supermercados em Franca, mas teve o pedido negado pelo tribunal nesta última segunda-feira, 31. No pedido, eles alegaram que o fechamento destes estabelecimentos é ilegal, já que os mesmos são considerados serviços essenciais.

Em nota, a associação se mostrou de acordo com a autorização da abertura das lojas do Savegnago e pediram reconsiderenção do TJSP da decisão negada anteriormente. "A Apas respeita a decisão do magistrado que julgou a ação, mas diverge da decisão e entende que a justiça foi feita na ação movida pelo supermercado associado Savegnago, pois a decisão se baseou no bem-estar comum e procurou garantir direitos básicos da pessoa humana ao assegurar que a população continue com acesso ao essencial serviço prestado pelos supermercados. Neste sentido, a Apas pediu a reconsideração da decisão inicial ao juiz de primeiro grau."

Em Ribeirão Preto, a rede também havia conseguido autorização semelhante, concedida pela 1ª Vara da Fazenda de Ribeirão Preto. Hoje, o Tribunal de Justiça de São Paulo deferiu pedido do Ministério Público e todas as lojas foram novamente fechadas.