10 de julho de 2026
1º DIA DE LOCKDOWN

'Se não tomássemos uma atitude, chegaríamos a 40, 50 óbitos diários', diz prefeito

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Heloísa Taveira/GCN
Alexandre Ferreira espera que adesão seja ainda maior até o fim do dia 10 de junho

Franca viveu nesta quinta-feira, 27, o primeiro dia de fechamento total da cidade, que valerá pelas próximas duas semanas. Com pouquíssimas exceções de serviços autorizados a funcionar, de modo geral, os moradores da cidade aderiram efetivamente ao lockdown. O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) considerou o dia como positivo, mesmo com as autuações realizadas pela Vigilância Sanitária.

Ainda com dúvidas sobre como seria este primeiro dia, a população ousou ir às ruas para ver o movimento, mas até o fim da tarde, poucas pessoas e carros transitavam. “Vimos muitos comerciantes que fecharam seu estabelecimento dando volta na cidade para ver se os outros também tinham fechado, então eles foram fazer um teste e viram que realmente estão todos fechados”, disse Alexandre.

A fiscalização, que operou durante os três períodos do dia, registrou irregularidades e alguns estabelecimentos foram autuados. Segundo o prefeito, os fiscais agiram com rigor, mas sempre evitando o embate. “A fiscalização nunca é boa. A gente não gosta de fiscalizar, mas ela tem que existir. Às vezes, gera antipatia, só que se a pessoa insistir, ela vai ser interditada e tomar multa mesmo.” Caso um estabelecimento seja multado, o valor pode variar de R$ 8 mil a R$ 80 mil ou mais.

Alguns cartórios e o Bom Prato continuaram funcionando nesta quinta, mesmo com a proibição. Alexandre, ciente da situação, afirmou que não há exceções no decreto e que esses locais foram fiscalizados. “Em algumas situações, as pessoas insistiram ou acharam que não ia acontecer a fiscalização. O Bom Prato foi um deles. A gente disse que lá não poderia funcionar, porque gera uma fila enorme do lado de fora. Ele insistiu e abriu, mas a partir de amanhã, está proibido de funcionar. Se ele insistir, aí a fiscalização vai fazer o trabalho e mesma coisa vale para os cartórios”, reforçou.

Apesar da necessidade de fiscalização em situações mais rígidas, o balanço é positivo e Alexandre percebeu um apoio da população. O prefeito também lamentou as 15 mortes registadas somente nas últimas 24 horas pelo Boletim Epidemiológico e caracterizou a situação como caótica. “É terrível. Se não tomássemos uma atitude, em 10 dias chegaríamos a 40, 50 óbitos diários. É muita gente ficando sem as pessoas que amam. É muita gente sofrendo com a doença, são muitas famílias”, disse. “Eu conto com a colaboração da população. Tanto para ficarem em casa, quanto para denunciarem. Precisamos ficar em casa agora.”