10 de julho de 2026
CARRINHOS CHEIOS

Em último dia pré-lockdown, francanos lotam corredores de supermercados

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Higor Goulart/GCN
Vagas de estacionamentos estavam lotadas de carros no início da tarde desta quarta-feira, 26

Nos últimos dois dias, a decisão do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) de implementar um lockdown em Franca a partir de quinta-feira, 26, agitou a população nos supermercados. Na terça-feira, 25, o movimento foi tão grande que em alguns supermercados filas enormes se formaram até na parte externa. Nesta quarta-feira, 26, tanto na parte da manhã, quanto no início da tarde, estacionamentos estiveram lotados e corredores travados.

Em supermercados da avenida Brasil, a maioria dos carrinhos de compras disponíveis já estava ocupada. Os clientes os enchiam de produtos básicos, como arroz, feijão, açúcar, farinha e leite. Poucos eram aqueles que abusavam de produtos supérfluos. Por conta da grande busca, a presença de repositores era grande em todos os corredores.

No supermercado Savegnago, nesta mesma avenida, a técnica de enfermagem Regiane Gomes, de 44 anos, buscava produtos para passar essas duas semanas. Ela disse que precisou se virar para poder ter dinheiro e comprar o necessário. “Eu vim comprar mais o básico, como feijão, arroz. É uma compra que a gente tira o dinheiro de onde não podemos. Apela para o cartão de crédito”, disse.

Apesar da opção de realizar compras via delivery, Regiane conta que prefere comprar presencialmente. “Optamos por essa opção, pois no delivery não é possível escolher o produto que quer. Então, por isso, nossa escolha foi vir aqui.”

O delivery será a única forma de adquirir produtos dos supermercados a partir desta quinta. Por isso, nestes últimos dias, os estabelecimentos também tiveram que se enquadrar para atender a demanda.

Na rede Tiãozinho, que possui sete lojas em Franca, um novo sistema precisou ser desenhado, como conta o diretor de marketing, Marcelo Fradim. “A gente dobrou a quantidade de veículos de distribuição. Montamos uma central de atendimento só para vendas online. Todos os nossos funcionários farão a vez dos clientes nos supermercados, para manter as entregas no mesmo dia. A intenção é que a gente possa continuar atendendo como se estivesse de porta aberta, porém, com tudo online.”

O mesmo acontecerá no Amarelinha Supermercado, na Av. Brasil. Segundo o gerente da loja, Ramário Freitas, o objetivo é manter 80% das vendas. “Nesses dois últimos dias estamos com metade do quadro focado para entrega e pedimos reforço de lojas da região que não estão com lockdown decretado, para poder atender a demanda.” O gerente relata que a grande correria aconteceu para manter o abastecimento. “Corremos pra manter o supermercado abastecido, principalmente de coisas que vêm de fora.”

As medidas impostas neste período de lockdown valem até as 23h59 do dia 10.