O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou que fará um passeio de moto no domingo, 9, às 9h, com cerca de mil apoiadores. "A gente não vai estar indo para comunidade porque eu acredito que mais de mil motos vão se fazer presentes. Estou muito feliz. Pessoal quer me acompanhar em um passeio. Todo mundo tem o direito de ir e vir", afirmou Bolsonaro durante a transmissão semanal ao vivo. Conforme disse o presidente, a concentração está prevista para acontecer na Praça da Alvorada.
A declaração acontece no mesmo dia do depoimento do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, à CPI da Covid no Senado. Durante a sessão, o ministro foi questionado sobre o incentivo e participação do presidente em eventos que causaram aglomerações. Queiroga, entretanto, evitou implicar Bolsonaro nas medidas de combate à disseminação do novo coronavírus. "Todas as situações de aglomerações contribuem para a disseminação do vírus", disse o ministro hoje.
Durante a transmissão, Bolsonaro também disse que irá participar no dia 15 do "grande encontro em Brasília de produtores rurais". "Vem gente do Brasil todo e eu já assumi que eu vou estar no meio deles. Não tem conversa. Vou estar no meio deles e vou convidar os ministros meus, o presidente da Caixa, do Banco do Brasil e do BNDES", disse Bolsonaro. Ao lado, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que já aceitou o convite.
Voto impresso
O presidente também disse que o Brasil é a "única republiqueta do mundo" que aceita o resultado de eleições realizadas com a "porcaria do voto eletrônico". Durante transmissão semanal pelas redes sociais, o presidente reafirmou: "Isso tem que ser mudado".
"Se o Parlamento brasileiro, por maioria qualificada de três quintos da Câmara e do Senado, aprovar e promulgar, vai ter voto impresso em 2022 e ponto final", afirmou o presidente. "Porque se não tiver voto impresso é sinal de que não vai ter eleição. Acho que o recado está dado", disse o presidente.
Bolsonaro também comentou as declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, o qual disse mais cedo que o voto impresso criaria "o caos". "Ele, o Barroso, é o dono do mundo. Só pode ser. O homem da verdade absoluta que não pode ser contestado", afirmou Bolsonaro. "Estou preocupado que se Jesus Cristo baixar na Terra, Ele vai ser boy do ministro Barroso", provocou o presidente. Segundo Bolsonaro, quem for contra o voto impresso "ou acredita em Papai Noel ou está do lado do Barroso ou ainda porque sabe que vai ter fraude e seu partido vai se beneficiar".
O presidente argumentou também que respeita o artigo 5º da Constituição, "votado pelos parlamentares constituintes de 1988" "Devemos aprender a respeitar. Por mais que eu não goste de algum dispositivo da Constituição, eu tenho que aceitar como um todo", completou.