08 de julho de 2026

Meu novo e velho eu

Por Marcela Crizol | Especial para o GCN
| Tempo de leitura: 1 min

Sempre que ligo o meu computador, aparece a minha foto e a lacuna para digitar a senha para poder acessar o meu perfil de usuário. Hoje, quando a minha foto apareceu, demorei alguns segundos até digitar, contemplando aquela imagem minha, de alguns anos atrás.

O cabelo numa coloração diferente, o batom, o sorriso, o olhar. A mesma pessoa, só numa fase completamente diferente.

Processos.

Como é bom olharmos para as nossas antigas imagens, permitir que o filme de nossa vida vá passando diante de nossos olhos e sentirmos que tudo o que vivenciamos valeu a pena.

Olhar para o passado sem subestimá-lo ou superestimá-lo, apenas dando a ele a importância que merece, colocando-o em seu devido lugar: lá atrás.

São poucas as coisas que trazem tanta paz quanto se encontrar na sua melhor versão. Aquela sensação de colocarmos a roupa que veste exatamente o nosso tamanho, o sapato que encaixa perfeitamente no pé, sem incômodos. Olhar no espelho e admirar todo o contexto; as transformações, os processos, as mudanças, tudo o que contribuiu de certa forma para que nos tornássemos nossa versão preferida. Quando corpo, alma, mente e coração dançam no mesmo embalo das canções da vida. Todos sentindo-se confortáveis uns com os outros. E com o mundo ao redor.

Acredito piamente que a boa semeadura tem disso; os frutos colhidos são positivos.

Hoje, analisando aquela foto, aquela minha versão de alguns anos atrás, eu apenas diria a “ela” que daria tudo certo, mesmo que naquele momento não parecesse. Porque os dias melhores sempre nos chegam.