10 de julho de 2026
EXECUÇÃO NA RODOVIA

Vídeos mostram Janaína, filha e ex-marido momentos antes do crime

Por Kaique Castro e N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
N. Fradique/GCN
O delegado da DIG, Márcio Murari, durante diligência em Itirapuã
A Polícia Civil de Franca está investigando as causas do homicídio de Janaína de Oliveira Carrijo, de 48 anos, na rodovia Ronan Rocha, entre Itirapuã e Patrocínio Paulista, no início da noite dessa quinta-feira, 15. O caso segue repleto de mistérios. A única coisa que se sabe é que Janaina foi morta com um tiro certeiro na cabeça.
 
Na manhã desta sexta-feira, 16, os investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), comandados pelo delegado Márcio Murari, foram até a cidade de Itirapuã, para colher depoimentos e algumas pistas que possam levar ao autor do crime. 
 
A reportagem do GCN acompanhou o trabalho da Polícia Civil, também colhendo informações. Um dos locais visitados foi a sorveteira no Centro da cidade, que foi o último lugar que o casal, junto com a filha de 11 anos, passou antes de Janaína ser morta. 
 
Segundo a proprietária do estabelecimento, Janete Aparecida Batista Lara, apenas o pai e a filha entraram para comprar sorvete. Ela não soube precisar se havia dois veículos ou se o casal e a criança estavam juntos.

“Eu estava no fundo picando frutas. Foi meu marido que atendeu. Mas ele me disse que o pai perguntou o que a filha queria e ela respondeu um açaí. Ele também pediu uma bola de sorvete de morango, para a mãe da criança. O rapaz ainda pediu um copo de plástico para levar o sorvete no carro. A todo momento, ele tratou a filha bem”, disse Janete.
 
Os proprietários da sorveteria cederam alguns vídeos das câmeras de segurança ao GCN. As imagens exclusivas, de fato, retratam o relato da proprietária. 
 
Na gravação, é possível ver Janaína conduzindo o veículo conduzido em frente à sorveteria, pela rua principal da cidade, até encostar o carro. Pai e filha saem e realizam a compra. Isso acontece, segundo o relógio da câmera, às 16h56. 
 
Pai e filha ficam no estabelecimento por nove minutos. Após isso, eles saem. Não é possível ver se o ex-marido entra no carro de Janaína. 
 
Em outra sequência das imagens, às 17h19, mostra o carro de Janaina passando novamente em frente à sorveteria e, logo atrás, também passa um carro de cor preta. Essa é cor do carro onde estava o atirador, segundo relatado pela filha, momentos depois do crime. 
 
Uma outra câmera de um estabelecimento comercial, que fica às margens da entrada da cidade, mostra o exato momento que o carro conduzido por Janaína passa, sentido rodovia Ronan Rocha. Essa câmera o relógio aponta às 17h58, cerca de uma hora após o sorvete. Segundos após o carro passar, um outro veículo de cor preta, agora, aparentemente de outro modelo passa realizando o mesmo trajeto. 
 
Momentos depois, o crime aconteceu. Em um trecho de subida, um carro se emparelhou ao de Janaína e disparou cerca de três vezes, segundo a Polícia Civil. Um dos tiros atingiu a cabeça da mulher, que perdeu o controle da direção, subiu em um barranco e caiu em uma valeta de contenção de água, fora da pista. 
 
Segundo a polícia, a relação de Janaína com o ex-marido, que tem 42 anos, era conturbada. Inclusive, existem vários boletins de ocorrência de ameaça registrados um contra o outro. O último foi realizado por ela contra o ex-marido, em novembro do ano passado.
 
Durante a noite, a Polícia Militar realizou buscas para localizar o atirador. O ex-marido, então, se apresentou na CPJ (Central de Polícia Judiciária), onde alegou que não teve participação do crime. Ele prestou depoimento e realizou exame residuográfico. 
 
O corpo de Janaína foi sepultado no cemitério de Itirapuã, às 16 horas desta sexta-feira. Ela deixa dois filhos. A mulher era servidora pública no Fórum de Franca, onde atuava no Juizado Especial Cível.