10 de julho de 2026
GRANDE IMPORTÂNCIA

Fisioterapeutas: de despercebidos à profissionais em evidência no tratamento contra covid

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação
Médico analisa raio x pulmonar de paciente
Num momento em que os hospitais de Franca - como de resto, em todo o país - apresentam enorme ocupação em função da pandemia da covid-19, o trabalho dos profissionais de saúde nunca foi tão fundamental. Se médicos e enfermeiros são fundamentais no tratamento, a relevância dos fisioterapeutas têm ganhado crescente visibilidade por conta da sua relevância no longo processo de recuperação dos infectados pela covid-19.
 
Angélica Ticianelli, supervisora de fisioterapia do hospital Unimed/São Joaquim, diz que o momento tem trazido grande visibilidade para os fisioterapeutas. “A população, em geral, não conhece o trabalho do fisioterapeuta no ambiente hospitalar. Mas, a pandemia trouxe à tona a importância dessa atuação e colocou o fisioterapeuta como imprescindível.”, explica.
 
Outro ponto importante que, na visão de Angélica, mudou, é a percepção popular de que fisioterapeutas são profissionais dedicados apenas ao tratamento de lesões ortopédicas. Na pandemia, estes profissionais trabalham na mobilização precoce, manejo da ventilação e terapia de alto fluxo, cuidados que podem evitar a necessidade de intubação - ou ajudar a sair mais rápido dela.

“Todos os pacientes intensivos e semi-intensivos recebem o atendimento fisioterapêutico, independente se estão sob ventilação mecânica ou não. Há também a intervenção fisioterapêutica com o intuito de evitar a intubação. É um trabalho muito complexo e que abrange vários estágios da patologia”, diz Angélica.
 
Tamanha exigência e necessidade da atuação dos fisioterapeutas faz com que a presença nos hospitais seja praticamente em tempo integral, começando com o recebimento do plantão, passando por organização do tempo, até a análise dos casos. “Em se tratando de UTI covid, a permanência do fisio é de 24 horas”, afirma.
 
A supervisora reforça a necessidade de que todos os profissionais troquem informações. “Ninguém trabalha sozinho. Médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas precisam estar atrelados”, explica.