No fim da tarde desta sexta-feira, 9, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) fez uma live nas redes sociais da Prefeitura para tratar sobre os principais pontos no enfretamento da pandemia nestes quase 100 dias à frente da administração municipal. Para o emebedista, em pouco mais de três meses, ele fez mais que o ex-prefeito Gilson de Souza (DEM) em todo o ano passado.
Com diversas áreas que envolvem diretamente a saúde de Franca e causas relacionadas à pandemia, Alexandre iniciou seu discurso com as mudanças feitas no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” até o momento. O prefeito afirmou que encontrou a unidade de saúde em péssimas condições e que a transformou em um polo de atendimento. “Nesses três meses, nós fizemos mais do que foi feito em todo o ano de 2020. Pegamos o pronto-socorro todo desorganizado e transformamos em um polo de atendimento de covid, estruturado e encorpado, como se fosse um hospital de apoio aos hospitais que já atendiam covid”, disse.
Mesmo com a abertura de novos leitos, tanto nos hospitais, quanto na unidade de pronto-atendimento, ele disse que não há muito mais o que fazer. “No PS, nós atendemos os pacientes mesmo sem vagas nos hospitais. Sem essas medidas, a gente já teria perdido pessoas à espera de vagas, mas leito de UTI tem limite”, falou o prefeito. “Nós vamos conseguir aumentar um pouco mais? Vamos. Mas mesmo assim, aumentando a cada dia, a gente precisa cada vez mais da ajuda de vocês.”
Testagem e taxa de transmissão
Além da situação dos hospitais, Alexandre disse que aumentou a testagem na população. Segundo ele, em dezembro, a rede pública fazia uma média de 42 exames de covid por dia e que hoje esse número passou para 132 testes diários.
Ao falar sobre os exames, o prefeito citou a diminuição no dado de transmissão do vírus, chamado de RT. “Lembra aquele número de transmissão, 2,57? Nós baixamos para menos de 0,9. Isso quer dizer que lá atrás, nós tínhamos duas vezes e meia mais gente doente no dia seguinte do que no dia anterior. Hoje nós temos uma pessoa doente e amanhã aquela pessoa não transmite para outra”, no entanto, o dado citado não é o correto. Franca possui hoje uma RT de 1,06, o que significa que o contágio, mesmo menor, segue em alta.
Fiscalização
Por ser um ponto muito criticado, Alexandre citou com ênfase a questão da fiscalização e disse que tem observado muitas pessoas reclamando que os fiscais não vão até o local denunciado através do Covizap, ferramenta desenvolvida justamente para essas denúncias de aglomerações e irregularidades.
“O sistema de fiscalização não é para brigar com ninguém, fechar, lacrar ou causar tumulto. Os fiscais vão até o local e procuraram orientar. Se não for possível essa orientação ou conversar de maneira amigável, eles fotografam, filmam, identificam o responsável da aglomeração e notifica e multa”, disse o prefeito. Ainda reforçou que por muitas vezes a atuação não é na hora, mas ela acontece e que a cidade precisaria de 300 ou 400 fiscais para atender a demanda.