Um acidente aconteceu e a vítima precisa de transfusão de sangue. Uma única atitude pode ajudar a salvar uma vida: a doação de sangue. Do cadastro, ainda na recepção, até a entrega das bolsas aos hospitais, o Hemocentro de Franca trabalha para que milhares de pessoas possam escrever novos capítulos em suas histórias. Além da doação, o centro de coleta oferece a oportunidade de as pessoas se tornarem doadoras de medula óssea.
Gabrielle Morais Martiniano, de 21 anos, é doadora de sangue há três anos. Fazer parte do quadro de doadores foi a forma que ela encontrou de ajudar ao próximo. “Me sinto realizada em poder estar ajudando alguém, porque sempre senti vontade de ajudar as pessoas, e vejo que essa é uma forma de fazer isso.”
A moradora do Jardim Vera Cruz ressalta a importância do gesto. Um pequeno tempo gasto é o suficiente para ajudar alguém. Gabrielle convida a todos para se tornarem doadores. “Para que se torne doador e ajude quem precisa, um tempinho que você tira do dia para poder ir até lá poderá salvar uma vida através de um simples gesto. Ou seja, doar um pouco de si para o próximo.”
Thiago Araújo Ferreira, de 19 anos, doou pela primeira vez em março. O jovem planejava começar antes, mas não foi possível. “Eu já tinha pensado em doar por ser uma pessoa saudável. Porém, tinha furado a orelha, então, não consegui.”
Desta vez, o morador do Jardim Éden precisava descobrir o tipo sanguíneo. Thiago aproveitou a necessidade para se tornar doador de sangue. “Fui selecionado para o Tiro de Guerra e precisei descobrir o meu tipo sanguíneo, que foi o pontapé inicial para começar a doar.”
Assim como Thiago, Murilo Henrique Pereira, de 19 anos, foi ao Hemocentro para descobrir o tipo sanguíneo e aproveitou para doar. O morador do Jardim São Domingos descreve como “gratificante” a oportunidade de ajudar ao próximo. “Uma sensação de gratidão por ajudar ao próximo. O sentimento é muito bom.”
Há seis anos, Leonardo Henrique Bernardes, 25 anos, é doador de sangue. Há um ano e meio, Leonardo teve a oportunidade de ser doador de medula óssea. “Quando eu recebi o e-mail do Redome (Registro Nacional de Doadores de Sangue), falando que eu era compatível com uma pessoa, eu fiquei muito feliz, pois assim eu poderia ajudar alguém que sofre tanto.”
Antes do procedimento, ele passou por uma bateria de exames. “Precisei fazer uma bateria de exames no Hospital do Câncer de Barretos. Aí sim, recebi a notícia que poderia doar. Foi a segunda alegria, pois agora realmente eu iria poder fazer a doação.”
O morador do Jardim Ângela Rosa relembra o sentimento de ser doador. “É muito gratificante receber um e-mail do Redome, surge uma esperança dentro de nós, de poder ajudar alguém.”
Doação de sangue
Os doadores são atendidos na recepção. Lá, apresentam sua documentação e preenchem um formulário com os dados pessoais, como: endereço e local de trabalho. Caso já seja doador, o cadastro é atualizado com as novas informações. Em seguida, são chamados a uma sala. As dúvidas são sanadas, em relação ao procedimento, e uma pergunta é feita: deseja ser doador de medula óssea? Após a pergunta, independentemente da resposta, o processo continua.
Cinco etapas são realizadas na pré-triagem. São eles: verificação da altura, peso, pressão arterial, pulso e temperatura. Depois, o paciente vai para a entrevista clínica. A entrevista é confidencial e o sigilo é absoluto. Entre outros assuntos, as perguntas abordam as ações pessoais e doenças pré-existentes.
A coleta de sangue é realizada após os questionamentos. A quantidade retirada é de 450 ml até 500 ml. Além da bolsa de sangue, são coletadas amostras para exames obrigatórios por lei. Ao final da retirada, é disponibilizado um lanche e suco – para repor o volume de líquido retirado – ao doador.
Doação de medula óssea
Quando perguntado se deseja ser um doador de medula óssea, caso a resposta seja sim, uma outra amostra do sangue é retirada. A partir da amostra, são feitos exames. Caso seja apto, o doador entra para o quadro do Redome.
A chance de uma medula óssea ser compatível com outra é pequena. Agora, caso seja, o Redome solicita uma contraprova ao doador e, assim, um novo teste é realizado. Se a contraprova der compatível, a pessoa é acionada a fazer o transplante.
Geralmente, os doadores de Franca são escalados a comparecer em Ribeirão Preto. Contudo, a escala pode ser feita para outras cidades. O transporte e a estadia durante o período médico são arcados pelo Governo Federal.
A doação pode ser realizada de duas formas. A primeira, através de um procedimento cirúrgico sob anestesia, onde o líquido é retirado do osso da bacia. O volume coletado depende do tamanho do doador e receptor. Já na segunda forma, o doador recebe injeções diárias de um medicamento que aumenta o número de células-tronco e faz com que parte delas saiam da medula óssea e parem no sangue, de onde podem ser coletas com um equipamento específico. Depende de uma análise clínica para definir qual procedimento será realizado em cada caso.
Atendimento
O Hemocentro de Franca oferece transfusões ambulatórias, coleta de sangue e atendimento a pacientes com falciforme, hemofílicos e/ou falciformes. A unidade também atende a rede pública de Sales Oliveira, Igarapava, Patrocínio Paulista, Ituverava, Pedregulho e Miguelópolis.
Durante o período restritivo, o funcionamento é de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 16h, e aos sábados, das 7h às 11h. O Hemocentro está localizado na av. Dr. Hélio Palermo, 4181, no Recanto do Itambé. O telefone (16) 3402-5000 está disponível para contato.