11 de julho de 2026
COVID-19

'Estou fazendo um planejamento já imaginando o pior cenário possível', diz Alexandre Ferreira

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais
Alexandre Ferreira, prefeito de Franca

O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) voltou a dizer que está traçando ações para evitar um colapso ainda maior na saúde, se reunindo constantemente com representantes de hospitais da cidade para que eles relatem as principais dificuldades do momento. Essa é uma forma de identificar o problema e agir da maneira mais rápida possível, principalmente no caso de falta de insumos ou medicamentos.

A informação foi dada durante o programa A hora é essa!, da rádio Difusora. Alexandre afirmou que o desabastecimento hospitalar já é uma realidade no país inteiro e que pretende fazer um panorama da Saúde durante os próximos seis meses.

“O grande problema que eu vejo hoje é que a capacidade produtiva da indústria farmacêutica não é condizente com a demanda necessária. A nossa intenção é termos condições de suprir a demanda da cidade por pelo menos 30 dias, caso não tenha oferta dos insumos”, disse o prefeito.

Uma das principais preocupações é o abastecimento de oxigênio, que já ameaça dezenas de cidade de São Paulo. No fim de janeiro, o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” recebeu uma carga extra de oxigênio suficiente para aproximadamente um mês e funciona como reserva, caso o estoque regular não seja reposto.

“Estou fazendo um planejamento imaginando o pior cenário possível. Estamos comprando oxigênio toda semana, enquanto tem no mercado. Se travar, temos condições de suportar por 30 dias e, nesses dias, temos que achar uma solução.”

Implantação de novos leitos de UTI
Praticamente todos os dias da última semana registraram lotação de 100% nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da rede pública. O prefeito anunciou que, para desafogar o sistema de saúde, mais alguns leitos serão implantados no AME (Ambulatório Médico de Especialidades).

Além da alta nas internações, o período de permanência de pacientes internados também aumentou. “O que estamos enfrentando é uma situação um pouco diferente do que em janeiro. Tínhamos uma permanência de pacientes nos hospitais entre 15 e 20 dias. Hoje as pessoas ficam internadas por 40 dias, em média”, relatou Alexandre.

Ainda há estudos para que a estrutura do IMA (Instituto Medicina do Além) se torne um hospital de campanha para atender pacientes de covid de toda a região. A proposta já foi apresentada pela Prefeitura ao Estado e a intenção é que o município desaproprie temporariamente o prédio para oferecer os serviços de saúde, que seriam mantidos pelo Governo de São Paulo.