Em outubro de 2018, Ivone Soares de Oliveira, de 43 anos, sofreu um acidente de moto e desde então enfrenta dificuldades diárias. Ao ser submetida a uma cirurgia, adquiriu uma bactéria na perna e vem tratando das feridas há meses. No entanto, com a suspensão das sessões desde novembro, corre o risco de amputação.
A dona de casa iniciou o tratamento da medicina hiperbárica, que é adotada para a cicatrização de feridas que precisam de uma atenção maior. A última vez que Ivone pôde realizar o procedimento foi em novembro do ano passado. “Eu fiz 60 sessões. Estava tudo fluindo com sucesso, com a perna direita quase cicatrizada, mas depois suspenderam o tratamento e, a cada dia, piora mais. Já passou para a outra perna”, disse Ivone.
As feridas já tomaram grandes proporções e Ivone precisa usar uma bota de unna para retardar a bactéria. “Eu não durmo, eu não como. É muita dor, dia e noite. Está me matando aos poucos.” O marido de Ivone teve de pedir contas do trabalho para ajudar com os cuidados em casa.
Segundo o médico que acompanha o caso, a situação é urgente, mas a Secretaria de Saúde afirmou que é um procedimento eletivo, sem classificação de urgência e que a paciente será comunicada pela pasta assim que o atendimento for autorizado.
Olaudo assinado pelo médico hiperbarista de Ivone afirma que é necessário retomar imediatamente o tratamento com previsão de 70 sessões para evitar a piora do quadro. Enquanto isso, as feridas aumentam dia a dia.