Apesar de não ser intitulada como “fase roxa”, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) anunciou nesta quinta-feira, 11, uma fase ainda mais restritiva que a vermelha. É a fase emergencial. A decisão vai ainda mais contra ao que o prefeito de Franca Alexandre Ferreira havia decretado nessa quarta-feira, 10, quando liberou praticamente todas as atividades que, antes, não eram consideradas essenciais.
Por uma questão de hierarquia, as decisões vindas do Estado devem ser seguidas em todos os municípios. Sofrendo pressão de diversos setores da economia, Alexandre utilizou de números que possivelmente colocariam o município na fase laranja para justificar a flexibilização. Na terça-feira, 9, a Câmara Municipal votou e aprovou uma lei que transformou diversas atividades em "essenciais". Até maquiador, de acordo com a iniciativa da Câmara Municipal de Franca, virou atividade essencial. Após a sanção da mesma, bares, restaurantes, academia e outros estabelecimentos – que antes estavam fechados – foram reabertos já na quarta, 10.
Apesar de o conflito de decisões entre os decretos Estadual e municipal já ser alvo de Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Tribunal de Justiça de São Paulo, Alexandre Ferreira disse em video postado no final da tarde de quinta que ainda "irá avaliar" sua posição. A Prefeitura alegou que as medidas impostas por João Doria terão validade apenas na próxima segunda-feira, 15, e por isso o prefeito fará uma "avaliação" antes de tomar uma decisão. Na prática, o prefeito não tem outra opção a não ser seguir as determinações do governo do Estado.
A assessoria previu que a definição deve ser divulgada já nesta sexta-feira, 12.